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Um homem chinês foi preso na quarta-feira (12) no Santuário Yasukuni, em Tóquio.

De acordo com a polícia, o acusado foi flagrado por volta das 7h da manhã, queimando um objeto semelhante a um jornal nos corredores do templo e foi prontamente preso pelas autoridades. Os bombeiros chegaram a ser acionados e apagaram o princípio de incêndio.

O homem de cidadania chinesa tem 55 anos e além do jornal, carregava também uma bandeira de protesto contra o Massacre de Nanquim, registrado na história como uma das maiores barbaridades da Segunda Guerra Mundial, na qual o exército japonês teria matado muitos homens e crianças chinesas, além de estuprar mulheres.

Rota do acusado até o Japão

Segundo as investigações policiais realizadas até o momento, o chinês fazia parte de uma organização não governamental com sede em Hong Kong. O grupo costuma realizar protestos relacionados à casos históricos.

O próprio grupo informou que o homem de 55 anos, preso pela polícia, havia entrado no Santuário Yasukuni por volta das 6h30 da manhã de quarta-feira. O jornal usado para iniciar o incêndio continha uma matéria sobre o ex-primeiro-ministro japonês, Hideki Tojo, um dos principais líderes do Japão Imperial.

O homem chinês queimou o jornal e aos gritos de “acabem com o militarismo japonês!” iniciou o protesto contra o Japão.

Uma mulher de 26 anos e membro do grupo o acompanhava. Ela não foi presa, pois, não participou ativamente do protesto. Os dois partiram de Hong Kong no dia 11 de dezembro e ficariam em Tóquio até o dia 14.

As atividades realizadas pelo grupo ocorriam às vésperas dos 81 anos do Massacre de Nanquim, que aconteceu no dia 13 de dezembro de 1937.

O Santuário Yasukuni

O Santuário Yasukuni é um templo xintoísta dedicado aos mortos em guerras, o que inclui heróis da história japonesa e criminosos de guerra do país.

Políticos japoneses, incluindo o primeiro-ministro, realizavam visitas ao Yasukuni para prestar homenagem a todos os soldados japoneses mortos em conflitos, mas a frequência das visitas diminuiu por conta dos protestos da China e da Coreia do Sul que consideram a atitude como uma homenagem a criminosos que colonizaram os dois países durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: NHK WEB NEWS, Asahi Shinbun Digital, FNN

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