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TÓQUIO – A expectativa das empresas japonesas a curto prazo segue baixa, segundo dados publicados pelo Banco Central do Japão.

A instituição financeira faz levantamentos trimestrais sobre a confiança das empresas na economia no trimestre considerado em cada pesquisa. O levantamento é feito com cerca de 10 mil empresas em todo o país. O índice de confiança é obtido ao subtrair o número de empresas que respondem que a situação está “boa”, menos as que respondem estar “ruim”.

A pesquisa para os próximos três meses foi realizada entre o fim de maio e final de junho. Os números mostram que a expectativa é a segunda pior já registrada no país, ficando atrás apenas dos números da crise de 2007-2008.

A confiança do setor manufatureiro foi a que mais caiu, com queda de -8 para -34 em relação à última pesquisa.

Mesmo entre os outros setores, o índice baixou de -8 para -17, mostrando desconfiança por parte das empresas na economia.

O motivo da queda é a pandemia de COVID-19, que está provocando instabilidade nos mercados. Alguns setores estão sendo afetados mais do que os outros, e o índice é diferente para cada setor.

No caso do setor de hotéis, pousadas e restaurantes, o índice é de -91, enquanto no setor automotivo é de -72. A metalurgia fechou com -58. Todos são setores que dependem fortemente da demanda interna e externa, por isso os números negativos.

Os setores que dependem de outros fatores, como o de serviços de TI e telecomunicações enxergam com otimismo o momento econômico. O setor de TI registrou índice de +20 e o de telecomunicações +8.

Outro setor que registrou positivo foi o de vendas com +2. Apesar das vendas em lojas físicas terem caído por conta da pandemia do novo coronavírus, houve aumento das vendas online, o que elevou a expectativa dos lojistas que oferecem seus produtos pela internet.

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