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TEERÃ – O Irã está enriquecendo urânio acima do permitido pelas leis internacionais, segundo a Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA).

O órgão ligado às Organizações das Nações Unidas (ONU) confirmou os dados na segunda-feira (8). O acordo nuclear internacional permite o limite de 3,67% para o enriquecimento de urânio.

Acredita-se que o percentual do Irã seja acima de 4,5% e o país persa já ameaçou aumentar para 20%. O urânio de baixo enriquecimento é usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas pode servir para a produção de armas nucleares.

O Irã tem até 60 dias para melhorar a situação considerada por diversos líderes mundiais como “inaceitável”. Caso o país não atenda as exigências, sanções podem ser tomadas contra Teerã.

Em resposta a possibilidade de uma nova sanção ser aplicada ao país, o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, afirmou que:

“Por que eles nos sancionam globalmente sobre a questão nuclear quando o mundo sabe que não estamos buscando uma arma? Na realidade, eles estão nos sancionando por causa do conhecimento”, declarou Salami, segundo a Reuters.

O maior entrave para a política nuclear do Irã são os EUA.

O conselheiro de segurança do governo Trump, John Bolton, confirmou que os EUA seguirá com as sanções e ampliará a pressão contra o Irã até que o país persa abandone seu programa nuclear.

“Vamos seguir pressionando o regime iraniano até que abandonem seu programa de armas nucleares e acabe com suas investidas violentas no Oriente Médio, que inclui a condução e o apoio do terrorismo no mundo”, disse Bolton em um discurso. O Irã nega a produção de armas nucleares.

Fonte: NHK WEB NEWS, G1

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