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A Japan Railway (JR) pretende aumentar a velocidade dos trens-balas da linha Tohoku-Shinkansen.

Os trens da linha circulam a uma velocidade máxima de 260 km/h, limitados à pistas que não permitem maior velocidade por conta de ruídos.

O trecho entre Morioka e Shin-Aomori no norte do país é um desses espaços onde o projeto da linha não permite ao shinkansen atingir os seus costumeiros 320 km/h. Os planos da JR é remodelar a linha de modo a permitir ao trem andar acima dos 300 km/h.

Caso o projeto seja concluído com sucesso, a viagem de Tóquio até Shin-Hakodate-Hokuto, em Hokkaido diminuiria das atuais 4 horas e 2 minutos para algum valor abaixo das 4 horas.

A evolução dos trens do tipo shinkansen é constante. O primeiro modelo, o Type 0, inaugurado em Tóquio em 1964 chegava a velocidade máxima de 210 km/h. Em 1992 o Nozomi atingia 270 km/h, enquanto os atuais Type E5 chegam a 320 km/h, enquanto o N700 atinge 300 km/h.

Contudo, nem todas as linhas do Japão são adaptadas a velocidade dos shinkansens. Cinco delas, localizadas em Hokkaido, Tohoku, Hokuriku e Kyushu, foram construídas em 1973 e não possuem dispositivos anti-ruídos, limitando a velocidade para 260 km/h.

Isso explica porque o E5 circula aos 320 km/h de Utsunomiya a Morioka e depois segue até Aomori, no norte do país, a apenas 260 km/h.

A JR julga as reformas da linha como necessárias para revitalizar a situação econômica da empresa na região, que registrou prejuízos de 9,8 bilhões de ienes em 2017.

Até 2030 a JR pretende investir no desenvolvimento de shinkansens capazes de chegar aos 360 km/h, além de modernizar os trilhos de modo que permitam aumentar a velocidade de deslocamento dos trens.

O projeto de modernização entre Morioka e Shin-Aomori inclui paredes que evitam a propagação de ruído, melhorias nas entradas e saídas de túneis, entre outras medidas. O valor das obras é de cerca de 20 bilhões de ienes e tem previsão de 5 anos para ficar pronta.

Fonte: Asahi Shinbun Digital 

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