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Japão decide receber 500 mil trabalhadores estrangeiros para ajudar a suprir escassez de mão-de-obra

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Em um sinal de que o país está abrindo seu mercado de trabalho, o governo japonês decidiu receber mais de 500 mil trabalhadores estrangeiros até o ano fiscal de 2025 para compensar a escassez de mão-de-obra em setores como agricultura e construção.

A medida será escrita no novo esboço de política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, previsto para meados de junho, com as necessárias revisões legais a serem apresentadas ao parlamento neste outono.

Os trabalhadores estrangeiros serão autorizados a permanecer no Japão por cinco anos, sob uma nova estrutura que abrange cinco setores – agricultura, construção, hospedagem, enfermagem e construção naval.

Eles serão obrigados a passar em um teste demonstrando proficiência no campo relevante e no idioma japonês. Aqueles que passarem pelo programa de treinamento do país estarão isentos do teste e poderão permanecer por um total de 10 anos.

A estrutura fará incursões para resolver uma severa crise de mão-de-obra no Japão enquanto cria empregos para trabalhadores estrangeiros, que até agora se limitaram a cargos altamente especializados devido a preocupações de que um aumento de imigrantes poderia levar a um aumento do crime.

Legisladores dentro do Partido Liberal Democrata continuam a nutrir tais preocupações com Abe dizendo em fevereiro que ele não pretende abrir o país aos imigrantes.

Refletindo isso, a estrutura incluirá o limite de cinco anos, além de impedir que trabalhadores estrangeiros levem membros da família com eles.

As empresas que contratam trabalhadores estrangeiros serão obrigadas a apresentar um plano de apoio que inclui ajudar os trabalhadores a encontrar moradia e ter aulas de idiomas. Pequenas empresas poderão pedir ajuda a uma organização certificada pelo governo.

Um recorde de 1,28 milhão de estrangeiros trabalhava no Japão em 2017, mais que o dobro dos 480 mil de 2008. Quase um terço deles, com 29%, eram da China, seguidos por 19% do Vietnã, 12% das Filipinas, 9% do Brasil e 5% do Nepal.

Enquanto isso, o país está sofrendo de uma grave escassez de mão de obra quando os baby boomers (geração dos nascidos após Segunda Guerra Mundial até a metade da década de 1960), deixam a força de trabalho, com empresas relatando as piores condições desde o início dos anos 90 em uma pesquisa do Banco do Japão realizada em março.

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