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O governo japonês discutiu na quarta-feira (8) a situação no Oriente Médio, depois do Irã lançar uma série de mísseis em uma base americana localizada no Iraque, como retalhação a morte de um de seus melhores comandantes militares.

O primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, reuniu-se com o vice-primeiro-ministro, Taro Aso, e outros vários ministros importantes da gestão de Abe. Os resultados da reunião foram anunciados pelo chefe do gabinete do governo, Yoshihide Suga.

O premiê japonês pediu que o governo reúna informações e faça uma análise extensa da situação, repassando as informações o mais rápido possível para a população. Abe também pediu ao governo para assegurar a segurança dos japoneses que estão no Oriente Médio, especialmente na zona de conflito.

O Japão também pretende manter contato diplomático com ambos os lados e resolver a questão por vias diplomáticas. O anúncio feito por Suga mostra que o Japão não tomou posição de nenhum dos dois lados, seguindo o exemplo de muitos países europeus, da Austrália e Canadá.

Até o momento, foram favoráveis aos atos americanos apenas Israel e Brasil, que se manifestaram em favor da ofensiva americana, que assassinou um dos principais comandantes militares do Irã.

O Japão mantem contatos diplomáticos fortes com Teerã e tem atuado como um mediador entre os dois lados. Abe tinha uma visita programada na região está semana, mas teve que cancelar o compromisso por conta da escalada de tensões na região.

Por outro lado, o Japão anunciou que pretende continuar com seu plano de enviar navios das Forças de Autodefesa do país para escoltar cargueiros japoneses nos mares da região. A medida está sendo discutida com cuidado no parlamento japonês, além de negociações com países da região, como o próprio Irã.

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