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TÓQUIO – O governo do Japão emitiu uma reclamação na sexta-feira (17) contra a China, por conta de atividades de navios de pesquisa dentro de sua Zona Econômica Exclusiva.

O caso ocorreu no dia 9 de julho, quando um navio de pesquisa chinês entrou na Zona Exclusiva Econômica do Jaoão e se aproximou da ilha de Okinotori-shima, uma pequena ilha no extremo sul do Japão.

O território é considerado estratégico por ficar próximo do Mar das Filipinas, que é uma zona sobre a qual o governo de Pequim quer aumentar sua influência.

O Japão protestou pelos navios chineses estarem fazendo buscas no local sem obter uma autorização prévia do governo japonês, que controla o território. Tóquio se utilizou de ferramentas diplomáticas para protestar contra as atividades chinesas, mas a China emitiu uma resposta provocativa ao protesto japonês.

A diretora do Departamento de Informações do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que Okinotori não é uma ilha e sim apenas um rochedo. Por conta disso, ele não pertence a Zona Econômica Exclusiva do Japão, uma vez que apenas ilhas podem ser consideradas como pertencentes a zona econômica de um país.

A China condenou o que chamou de “decisão arbitrária” do Japão e disse que a reclamação japonesa não tem base dentro do direito internacional. Pequim disse ainda que pesquisas em regiões do oceano fora da Zona Econômica Exclusiva de um país são livres e que não é necessário obter a permissão do Japão.

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