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TÓQUIO – O ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, afirmou na terça-feira (22) a disposição do Japão em contribuir para participar do governo global como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, enquanto defendia a reforma do órgão de tomada de decisão de 15 nações do órgão mundial.

Em uma declaração para marcar o 75º aniversário da fundação das Nações Unidas, Motegi pediu que o número de membros permanentes fosse ampliado para tornar o conselho “um órgão efetivo e representativo” que reflita a realidade da comunidade internacional no século 21 .

Expressando a vontade de Tóquio de assumir um papel de liderança no combate a questões urgentes como a pandemia global de coronavírus, Motegi disse: “O Japão está totalmente preparado para cumprir tais responsabilidades como membro permanente do Conselho de Segurança e contribuir para garantir a paz e a estabilidade do mundo”.

Os estados membros da ONU “não podem ser complacentes com o status quo”, disse ele em uma mensagem de vídeo, pedindo “medidas sérias” a serem tomadas para reformar o conselho para a era pós-COVID-19.

Atualmente, o Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes – Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos – refletindo a estrutura de poder mundial na época da criação das Nações Unidas após a Segunda Guerra Mundial.

O Japão ocupou uma das 10 vagas rotativas do Conselho de Segurança por 11 mandatos desde que ingressou nas Nações Unidas em 1956.

“Estou convencido de que os Estados membros com capacidade e disposição para assumir responsabilidades importantes devem ter assentos em um Conselho de Segurança ampliado”, disse Motegi.

O ministro das Relações Exteriores observou que 2020 é também o 75º aniversário dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki e prometeu cooperar com outros países para evitar a repetição das tragédias da guerra.

Motegi falou um dia antes de ele e seus colegas da Índia, Alemanha e Brasil realizarem uma reunião online sobre a reforma do Conselho de Segurança.

Os quatro países – conhecidos coletivamente como Grupo dos Quatro – devem reafirmar seus compromissos como aspirantes a novos membros permanentes de um conselho reformado, de acordo com funcionários do Ministério das Relações Exteriores japonês.

Fonte: Reuters

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