Japão refletirá sobre garantias de segurança fornecidas à Ucrânia: PM Ishiba

Japão refletirá sobre garantias de segurança fornecidas à Ucrânia: PM Ishiba

TÓQUIO – O Japão considerará qual papel desempenhará no fornecimento de garantias de segurança à Ucrânia, avaliando suas restrições legais e de capacidade, disse o primeiro-ministro Shigeru Ishiba na terça-feira, enquanto as negociações lideradas pelos EUA para encerrar a guerra da Rússia contra seu vizinho continuam.

Ishiba fez o comentário depois que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse a uma rede de televisão dos EUA que o Japão estava entre cerca de 30 países que colaboraram em maneiras de potencialmente fornecer garantias de segurança à Ucrânia para impedir futuras agressões russas.

"Desempenharemos nosso papel adequadamente, considerando o que podemos e devemos fazer dentro de nossa estrutura e capacidades legais", disse Ishiba a repórteres em seu escritório.

"Neste momento, não podemos dizer especificamente o que faremos", disse ele.

A constituição japonesa do pós-guerra permite o uso da força apenas para autodefesa, impondo restrições ao que o país pode fazer no exterior. Suas Forças de Autodefesa têm se envolvido em missões de manutenção da paz e combate à pirataria no exterior.

Ishiba elogiou os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para trazer paz à Ucrânia por meio de conversas com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e líderes europeus que prometeram apoio na segunda-feira.

Trump quer ter uma reunião tríplice com Zelenskyy e o presidente russo Vladimir Putin.

"O importante é alcançar um cessar-fogo e uma paz justa", disse Ishiba, enfatizando a necessidade de evitar que ucranianos e russos inocentes se tornem vítimas da guerra.