Japão: Os preços ao consumidor, excluindo itens básicos, subiram 3,0% em novembro em comparação com o ano anterior, acima da meta do Banco do Japão.
TÓQUIO – Os preços ao consumidor, sem revestimento, no Japão subiram 3,0% em novembro em comparação com o ano anterior, impulsionados pela alta dos preços de alimentos e energia, mostraram dados do governo nesta sexta-feira, chamando a atenção para a resposta do Banco do Japão caso a taxa de inflação permaneça acima de sua meta de 2%.
O aumento do índice nacional de preços ao consumidor, excluindo alimentos frescos voláteis, segue uma alta de 3,0% em outubro. A taxa de inflação permanece igual ou acima da meta de 2% do Banco do Japão desde abril de 2022, e o banco mantém a necessidade de normalizar as taxas de juros para garantir a estabilidade de preços.
O núcleo do IPC, que exclui energia e alimentos frescos para refletir as tendências subjacentes de preços, subiu 3,0% em novembro.
Os preços dos alimentos, excluindo produtos frescos, subiram 7,0%, uma desaceleração em relação ao aumento de 7,2% registrado em outubro. O arroz teve uma alta de 37,1% com a chegada da nova safra aos mercados, enquanto os altos custos das matérias-primas impulsionaram os preços em 26,7% para o chocolate e 13,8% para os bolinhos de arroz.
Os preços da energia subiram 2,5%, após um aumento de 2,1% em outubro, na sequência do fim do programa de subsídios do governo destinado a aliviar o peso das contas de eletricidade e gás.
O Japão, com seus recursos escassos, precisa importar energia e alimentos do exterior, mas a persistente desvalorização do iene fez com que os preços subissem.
O governo da primeira-ministra Sanae Takaichi pretende combater o aumento do custo de vida com um plano econômico expansionista, financiado por um orçamento adicional de 18,3 trilhões de ienes (US$ 118 bilhões) para o ano fiscal de 2025, aprovado no início desta semana pelo Parlamento.

