Negociador no Japão pedirá corte de tarifas de carros rápidos em viagens aos EUA

Japão: Os salários reais subiram 1,4% em janeiro, o primeiro aumento em 13 meses, com a desaceleração da inflação.

TÓQUIO – Os salários reais no Japão subiram 1,4% em janeiro em comparação com o ano anterior, marcando o primeiro aumento em 13 meses, graças ao crescimento salarial e a uma alta relativamente moderada dos preços, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira.

Os salários nominais, ou seja, o salário médio mensal por trabalhador, incluindo o salário base e as horas extras, subiram 3,0%, atingindo 301.314 ienes (US$ 1.900), registrando o 49º mês consecutivo de alta, informou o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

Uma escalada do conflito no Oriente Médio pode afetar a evolução dos preços, com foco na questão de se os salários reais permanecerão positivos. Um funcionário do ministério afirmou que o governo "monitorará de perto os desdobramentos".

Os preços ao consumidor subiram 1,7% no mês em análise, desacelerando em relação ao aumento médio de 3,7% em 2025 e contribuindo para o aumento dos salários ajustados pela inflação, um indicador do poder de compra do consumidor.

O último aumento foi inferior a 2%, a primeira vez desde março de 2022, quando os preços ao consumidor subiram 1,5%.

Durante as negociações salariais "shungo" de 2025, que antecedem o início do ano fiscal para muitas empresas, as principais empresas japonesas concordaram em aumentar os salários em uma média de 5,39%, de acordo com a Federação Japonesa de Empresas.

Durante as negociações desta primavera, o foco estará em saber se os aumentos salariais ultrapassarão os 5% pelo terceiro ano consecutivo nas grandes empresas e se haverá aumentos salariais nas pequenas e médias empresas.

A Confederação Japonesa de Sindicatos, a maior organização sindical do país, conhecida como Rengo, reivindicou um aumento de 1% nos salários reais.

Um levantamento preliminar feito pela Rengo na última segunda-feira mostrou que seus sindicatos filiados exigiram um aumento salarial médio de 5,94%, uma queda de 0,15 ponto percentual em relação ao ano anterior, marcando o primeiro declínio desde 2021.

Os salários reais afetam o consumo privado, que representa mais da metade do produto interno bruto do Japão.

O Banco do Japão, que elevou sua taxa básica de juros em dezembro passado para o nível mais alto desde 1995, está acompanhando de perto o resultado das negociações salariais desta primavera, já que o aumento dos salários e dos preços é um fator crucial que influencia suas futuras decisões de política monetária.