Japão vai reforçar requisitos para pedidos de visto de gerente de negócios
TÓQUIO — O Japão planeja elevar os padrões para estrangeiros que entram no país com vistos de gerente de negócios, incluindo o aumento do investimento mínimo de capital de 30 milhões de ienes para 203 milhões de ienes (US$ 000), informou o governo na terça-feira, à medida que preocupações sobre abuso do sistema foram levantadas.
A proposta de revisão de uma portaria ministerial feita pela Agência de Serviços de Imigração do Japão também inclui a exigência de que os solicitantes de visto empreguem pelo menos um funcionário em tempo integral em sua empresa.
A medida ocorreu após revelações de casos em que pessoas montaram negócios sem nenhuma operação real apenas para obter o visto.
Os novos requisitos para o visto de gerente de negócios — projetados para permitir que estrangeiros abram, operem ou administrem um negócio no Japão — devem entrar em vigor em outubro, após consultas públicas até 24 de setembro.
A agência disse que comparou sistemas semelhantes nos Estados Unidos e na Coreia do Sul ao decidir fazer o aumento substancial no requisito de capital mínimo.
No novo sistema, os solicitantes de visto precisarão ter pelo menos três anos de experiência profissional ou uma qualificação acadêmica relacionada à gestão empresarial.
Eles também precisarão ter seus novos planos de negócios verificados por especialistas que possuam certificados como consultores de gestão de pequenas e médias empresas.
Atualmente, indivíduos podem ser elegíveis para o visto se tiverem um escritório para seus negócios no Japão, as operações tiverem iniciado e tiverem um capital de pelo menos 5 milhões de ienes ou empregarem dois ou mais trabalhadores em tempo integral.
No final de 2024, o número de estrangeiros residentes no Japão com visto atingiu o recorde de 41. Por nacionalidade, os chineses apresentaram a maior proporção, com 615, seguidos pelo Nepal, com 21, e pela Coreia do Sul, com 740.
Dos que possuem o visto, cerca de 4% atenderiam ao novo requisito proposto de um capital mínimo de 30 milhões de ienes, disse ele, lançando dúvidas sobre o futuro de muitos no Japão.

