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Com as crianças em casa de férias e a falta de entretenimento no país por causa da orientação do confinamento, muitos japoneses não resistiram e foram apreciar de perto o espetáculo da natureza.

As cerejeiras estão em plena floração e, apesar das advertências contra o coronavírus,grupos se reúnem para admirar o deslumbrante espetáculo da natureza o ( sakura ).

Os galhos desnudos das árvores nos parques, jardins de templos, escolas e avenidas exibiram repentinamente uma explosão de botões, dando início ao “hanami”, o costume japonês de contemplar a beleza das flores de cerejeira.

Dezenas de milhares de transeuntes, muitos deles usando máscaras, como é o caso na primavera no Japão devido a alergias ao pólen, reuniram-se em parques e jardins, para fotografar-se em frente às árvores ou procurar ângulos artísticos das flores.

Cerca de 800 cerejeiras floresceram neste parque, local que reúne os habitantes da capital para piqueniques de primavera, generosamente acompanhados de bebidas alcoólicas.

Ambos os lados da avenida principal exibiam uma faixa que dizia: “áreas sem piquenique”.

– “Festejar ao menos uma vez”

No bairro de Ichigaya, em uma longa avenida para pedestres cercada por árvores com vista para um canal, um banner convida as pessoas a “abster-se de comer e beber” sob as flores de cerejeira.

A pequena faixa exorta a “não se esquecer de usar máscaras ao conversar e caminhar”.

No entanto, não muito longe dali, várias meninas, nenhuma delas usando máscara, estavam reunidas sob as cerejeiras.

Em Ueno, os alto-falantes espalham mensagens alertando contra as multidões.

As flores de cerejeira simbolizam na cultura japonesa a fragilidade da vida, a natureza efêmera da existência. De fato, as flores abrem completamente por apenas uma semana, antes que suas pétalas se dispersem quando folhas verdes claras invadem os galhos das árvores.

Vários turistas planejam suas férias em função da floração.

Mas o coronavírus perturbou tudo no Japão, com mais de 1.000 casos registrados e 41 mortes. Várias escolas fecharam e grandes empresas pediram que seus funcionários trabalhassem de casa.

Pesquisadores da Universidade de Kansai (oeste do Japão) preveem uma queda este ano de 40% do volume de negócios relacionado às festividades do hanami em todo o arquipélago japonês.

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