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Com cinco anos, Bruno Suzuki, natural de Castanhal (68 km da capital Belém), se mudou com a família para o Japão. Um capítulo na história do menino sonhador de cinco anos que começava a dar seus primeiros dribles.

Após fazer seu primeiro gol, ele nunca mais parou. Aprimorou a arte do futebol na J-League, a liga profissional japonesa, e no processo, criou uma carreira motivada pela seleção canarinho de 2002, quando ganhou o título mundial.

Atualmente Bruno joga na Malasya Premier League e nos concedeu com exclusividade um bate-papo.


>>Copa de 2002

“Cheguei no Japão com 5 anos e já curtia chutar uma bola, de jogar futebol. Além de ser interessante eu achava divertido.
Eu lembro da Seleção Brasileira ser campeã do mundo aqui no Japão com gols do meu ídolo, o Ronaldo. E foi a partir daquele dia que minha visão pelo futebol aumentou, era uma paixão. Foi naquele momento que pensei em ser um jogador profissional”.


>>Olheiro

“Eu estudava na escola japonesa e precisava escolher uma modalidade para a matéria de esportes. Não tive dúvidas, foi o futebol”.

Num desses treinos um olheiro do time Gamba Osaka me viu e gostou do meu estilo de jogo. Num certo dia ele procurou meus pais para conversar. O clube estava interessado para que eu fizesse parte da escolinha de futebol e teria que estudar pela manhã e no perído da tarde eu iria treinar. Ali começava o meu sonho”.


>>Pontapé inicial

Na época, meu pai trabalhava bastante numa fábrica de peças eletrônicas e minha mãe como caddie no campo de golfe. Lembro bem de ter prometido para eles que iria batalhar muito para ser um jogador profissional. COM A PROPOSTA DO CLUBE TIVE QUE MUDAR para a província de Osaka e fiquei 3 anos longe de casa, da minha família e sentia muitas saudades”.


>>Revés

“Na primeira seleção dos jogadores que iriam para o profissional, não consegui a pontuação para assinar um contrato. Foi uma decepção. Eu não sabia o que fazer da minha vida naquele momento, e pensei em desistir. Estava desanimado”.

“Minha família foi muito importante para mim naquele momento. Eles me incentivaram e tenho um orgulho enorme deles. “Tenha calma, o futebol é assim mesmo e uma hora vai dar certo”, disse meu pai.
Graças a esse apoio eu continuei e vi que poderia ir mais longe. Todos estavam torcendo por mim”.


>>“Não desisti do meu sonho”

“Alguns dias depois do teste, repentinamente recebi uma proposta de um treinador de outro time. Me tornei o atacante do Niigata Albirex, time da primeira divisão da J-League. Após quase duas temporadas e um bom rendimento, um time de Cingapura me contratou. Decidi aceitar mais um desafio”.

“Um dos momento mais marcantes foi quando fui chamado pelo técnico nipo-brasileiro Ruy Ramos – uma lenda do futebol japonês, para jogar novamente na J-League no FC Gifu”.

Atualmente sou atacando do Terengannu FC, time da Malaysia Premier League. O clube e os torcedores me receberam com muito carinho e acho a culinária local bem interessante. Eu me sinto bem aqui, tenho um ótimo contrato e estou num momento que representa muito na minha vida”.

“Já vencemos campeonatos com o nosso time e tive alguns momentos emocionantes que foi quando marquei o “hat-trick” ou 3 gols numa partida. Inesquecível”.

Bruno Suzuki (dir.) jogador do TERENGANNU FC. (Arquivo Pessoal)

Os desafios no nosso caminho são grandes e quero enfrentá-los com um sentimento forte de luta. Minha família é muito importante para mim até hoje”.


>>O pai, José Edmundo Castanheira

Quando o Bruno foi para a escolinha do Gamba Osaka, minha alegria era imensa. Ele é muito diciplinado. Eu lembro bem que quando ele voltava para casa nos dias de folga, os horários dele eram de atleta com muita dedicação aos treinos”.

Bruno, os pais Edmundo e Mitiko, os irmãos Victor e Sayuri e o sobrinho Natsuki em Kuala Lumpur, capital da Malásia. (Arquivo Pessoal)

“Estamos sempre nos falando e ele (Bruno) é muito carinhoso com os irmãos. É muito gratificante voltar no tempo e lembrar de tudo que passamos. Nós ajudamos a bancar o sonho de um garoto, do meu filho. Eu e minha esposa batalhamos muito.
Até hoje a emoção é muito forte em poder compartilhar o sonho do Bruno”.

Quem sabe um dia ainda ele não jogue no Brasil? Independente dele voar mais alto ou não, eu estou muito satisfeito”.


>>Brasil

“Tenho saudades da cidade que eu nasci, que é Castanhal no Pará. Minhas lembranças são os igarapés e meus primos. Um dia queria voltar e reencontrar meus familiares”.


Facebook: /brunosuzukicastanheira
Instagram: @cbruno_7
Twitter: @CBruno9

Por paideguaonline

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