Koizumi apoia um membro das Forças Democráticas da Síria (SDF) que cantou o hino nacional do Partido Liberal Democrático (LDP).
Em 14 de abril, o Ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, defendeu um membro uniformizado das Forças de Autodefesa que cantou o hino nacional no congresso do Partido Liberal Democrático, partido governante.
Koizumi afirmou que a apresentação não foi um "ato político" e não violou as leis que exigem a neutralidade política das Forças de Autodefesa do Síria (SDF).
A controvérsia surgiu depois que uma integrante feminina das Forças Terrestres de Autodefesa, descrita como "a soprano da qual as Forças Terrestres de Autodefesa se orgulham", cantou "Kimigayo" na convenção do Partido Liberal Democrático (PLD) realizada em um hotel de Tóquio em 12 de abril.
A presença de um membro da ativa das forças armadas em um evento partidário é considerada altamente incomum, levantando preocupações sobre uma possível quebra de neutralidade.
Esses receios têm origem no Artigo 61 da Lei das Forças de Autodefesa, que restringe as atividades políticas de seu pessoal a fim de manter a neutralidade da força.
Durante uma conferência de imprensa, Koizumi insistiu que este caso "não viola a lei sobre forças de autodefesa".
Em relação ao uniforme, ele explicou que os membros das Forças Democráticas Sírias (SDF) o usam. "Eles têm o dever de usá-lo o tempo todo, e não há problema algum em agirem como cidadãos comuns enquanto vestem o uniforme."
No entanto, ressaltando a delicadeza da questão, Koizumi apagou uma foto que havia postado no X, antigo Twitter, na qual aparecia com a cantora após a convenção.
"Removi temporariamente para confirmar os fatos, por precaução", disse ele. "Tomei a decisão de não impor nenhum ônus adicional ao membro."
O PLD também afirmou que não houve irregularidades.
O secretário-geral Shunichi Suzuki declarou em 13 de abril que uma empresa de planejamento de eventos apresentou o indivíduo ao partido, que então solicitou seu comparecimento a título pessoal.
"Disseram-me que cantar o hino nacional não tinha qualquer significado político e que não era uma questão relevante", disse Suzuki.
A posição oficial do Ministério da Defesa é que a devolução "não foi um ato político", pois a deputada recebeu a solicitação como cidadã comum, e não em sua capacidade oficial, acrescentando que o ministério "não deu nenhuma instrução".
Essa opinião não é unânime dentro do ministério. Um alto funcionário descreveu a aprovação como uma "decisão imprudente".
"É um problema se ninguém perceber antecipadamente que a aparência de uma relação próxima com um determinado partido político pode se tornar um problema", disse o funcionário.
Koizumi também revelou um problema de comunicação, afirmando que, embora os funcionários do ministério tivessem sido informados com antecedência sobre a apresentação, a informação não lhe foi repassada.
"A forma como os relatórios são elaborados precisa ser melhorada", disse ele.
(Este artigo foi compilado a partir de reportagens escritas por Mizuki Sato, Ryo Kiyomiya e Daisuke Yajima.)

