A emissora pública japonesa NHK afirma que uma funcionária foi assediada sexualmente por um membro do elenco do programa.

A emissora pública japonesa NHK afirma que uma funcionária foi assediada sexualmente por um membro do elenco do programa.

TÓQUIO — A emissora pública japonesa NHK informou nesta quarta-feira que uma de suas funcionárias foi vítima de agressão sexual por parte de um ator durante as gravações de um de seus programas.

A emissora de televisão informou que o funcionário, cujo estado de saúde se deteriorou após o incidente, tirou uma licença e solicitou transferência para outro local de trabalho. O pedido de transferência foi negado e só foi aprovado aproximadamente três anos depois.

Segundo a NHK, a funcionária foi agredida sexualmente após um encontro social que contava com a presença dos atores e da equipe de produção do programa.

O ator teria dito sobre o incidente: "Não me lembro porque estava bebendo. Se tal incidente ocorreu, peço desculpas."

A emissora não divulgou o nome ou o gênero do ator e afirmou que o indivíduo não fazia mais parte do programa.

Posteriormente, a funcionária foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático em decorrência da agressão sexual.

A NHK afirmou que desconhecia a ocorrência de uma grave violação dos direitos humanos até que o funcionário denunciou o incidente por meio de um sindicato em abril passado, e que a informação não foi compartilhada com o departamento responsável pela gestão de riscos.

Consequentemente, cinco funcionários envolvidos na resposta inicial foram repreendidos após o incidente, embora essas repreensões não constituam uma medida disciplinar.

Em maio do ano passado, a NHK estabeleceu uma comissão de inquérito composta por três membros, incluindo um advogado externo, para apurar o incidente.

Em relação à conduta da NHK, a comissão afirmou ter observado que "apesar da gravidade do ataque, a resposta se limitou ao cumprimento dos procedimentos estabelecidos".

"Lamento profundamente que este incidente tenha ocorrido", disse o presidente da NHK, Tatsuhiko Inoue, em um comunicado, acrescentando: "Peço sinceras desculpas pela inadequação das ações da NHK naquele momento."