China reinstaura proibição de frutos do mar japoneses em meio a disputa sobre Taiwan.
A China notificou o Japão de que suspenderá as importações de frutos do mar japoneses, alegando aumento no monitoramento da água tratada proveniente da usina nuclear de Fukushima Daiichi, que sofreu danos.
Fontes ligadas ao governo japonês confirmaram a suspensão em 19 de novembro.
O governo chinês exige um monitoramento mais rigoroso da água contaminada tratada que é despejada no mar pela usina nuclear da Tokyo Electric Power Co., na província de Fukushima.
Essa decisão também parece estar ligada à crescente reação da China às declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi à Dieta sobre uma possível eventualidade em Taiwan que exigiria a intervenção japonesa.
Em uma coletiva de imprensa realizada em 19 de novembro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou: "O lado japonês ainda não forneceu os materiais prometidos."
Ela mencionou as declarações de Takaichi e disse: "Essa declaração incorreta irritou o povo chinês" e "Nas circunstâncias atuais, mesmo que os frutos do mar japoneses sejam exportados para a China, não há mercado (para aceitá-los)".
Após exigir mais uma vez a retratação das declarações de Takaichi, Mao disse: "Se a retratação for recusada, não teremos outra escolha senão tomar contramedidas rigorosas e resolutas, e toda a responsabilidade recairá sobre o lado japonês", sugerindo medidas adicionais.
Em agosto de 2023, após o despejo de água tratada da fábrica no mar, a China impôs uma proibição total a todas as importações de frutos do mar japoneses.
No entanto, em junho deste ano, decidiu retomar as importações, exceto de 10 prefeituras.
Após a conclusão dos procedimentos necessários, os embarques de vieiras congeladas do Japão para a China foram retomados em 7 de novembro, poucos dias antes desta última suspensão.

