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A cidade de Matsumoto cobrará uma taxa de visitação para preservar a área de Kamikochi.

MATSUMOTO, Prefeitura de Nagano — O governo municipal cobrará uma taxa dos visitantes de Kamikochi, uma área turística nos Alpes do Norte, a fim de arrecadar fundos para solucionar problemas emergentes, como o lixo.

A cobrança do imposto poderá começar já no ano fiscal de 2028.

Em agosto de 2024, a Agência para Assuntos Culturais designou o Governo Municipal de Matsumoto como o "órgão gestor" responsável pela preservação e utilização da área de Kamikochi, nos termos da Lei de Proteção do Patrimônio Cultural. Essa designação permite que o município cobre taxas de entrada.

Os esforços da cidade para atrair turistas estrangeiros têm sido bem-sucedidos, com o número de visitantes atingindo 1,66 milhão no ano passado. Esta foi a primeira vez em 22 anos que o número ultrapassou 1,6 milhão.

Ao mesmo tempo, o lixo deixado pelos turistas e os danos à vegetação causados ​​pelo avistamento de veados e ursos japoneses aumentaram.

Desde janeiro de 2025, um grupo de estudo composto principalmente por funcionários do município, do Ministério do Meio Ambiente e operadores de hospedagem tem realizado discussões repetidas sobre essas e outras questões.

Em 27 de março, ele apresentou suas propostas ao prefeito de Matsumoto, Yoshinao Gaun, sobre como continuar protegendo o meio ambiente natural e o ambiente turístico de Kamikochi.

O documento da proposta afirma que devem ser consideradas "novas fontes estáveis ​​de financiamento, como taxas pagas pelos usuários que se beneficiam do serviço, além do ônus suportado pelas instituições públicas estabelecidas pelos governos central ou locais e pelas empresas".

Segundo o grupo de pesquisa, uma pesquisa realizada em outubro com 178 visitantes revelou que mais de 90% deles apoiavam a introdução de tal imposto.

Associações de bairro locais e uma associação de operadores de albergues turísticos estão entre as muitas partes interessadas envolvidas em Kamikochi.

O grupo de estudo propôs a integração dessas entidades e o estabelecimento de uma entidade jurídica central responsável pela gestão e pelas operações.

O grupo planeja dedicar dois anos, a partir do ano fiscal de 2026, à análise dos métodos de cobrança de taxas, do projeto do sistema e dos detalhes organizacionais que pretende implementar.