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O filme de Nakano oferece uma perspectiva positiva e humorística sobre o tema da morte.

O título do primeiro filme do diretor Ryota Nakano em cinco anos é sobre morte e cremação, mas a obra oferece muito mais do que uma experiência deprimente.

"Reduza-o a um Tamanho Portátil" começa com Riko (Ko Shibasaki), uma escritora que vive na província de Shiga, recebendo um telefonema da polícia da província de Miyagi.

Um policial pede que ele reclame o corpo de seu irmão mais velho (Joe Odagiri), que morreu repentinamente em casa.

Riko arruma suas malas às pressas e parte para a região de Tohoku, onde reencontra sua ex-esposa, Kanako (Hikari Mitsushima), e a filha dela, Marina (Himeno Aoyama), pela primeira vez em sete anos.

Após cremarem o irmão e esvaziarem seu apartamento, eles encontram seu filho sobrevivente, Ryoichi (Yota Mimoto).

Riko achava que seu irmão era um encrenqueiro egoísta. Mas, ao passar alguns dias com a família dele, ela descobre que ele tinha outro lado.

O filme é baseado em uma obra de não ficção da tradutora e ensaísta Riko Murai, que relata suas experiências no livro.

"Embora retrate a morte de um membro da família, algumas partes fazem os leitores rirem um pouco, e eu achei que era exatamente isso que eu estava tentando fazer", disse Nakano, cujos títulos anteriores incluem "Her Love Boils Bathwater" e "Asadake!".

Na adaptação cinematográfica, o diretor introduz o irmão falecido de Riko, que aparece e fala com ela.

O filme contém muitas cenas associadas ao luto, como funerais. Mas, embora a tristeza permeie essas cenas, os personagens são, de certa forma, bem-humorados e afetuosos, e criam um vínculo entre si por meio da morte de um membro da família.

O filme inteiro é permeado por uma atmosfera cordial e positiva.

"Quando alguém morre, não pensamos apenas nessa pessoa, mas também em como vivemos", disse o diretor. "É isso que a morte representa, especialmente quando perdemos um membro da família."

O próprio Nakano era criança quando seu pai faleceu.

"Sinto que essa experiência me deu um motivo para viver", disse ele.

Para o diretor, a família sempre foi um tema constante, intimamente ligado à morte de uma pessoa.

"É porque quero descrever como as pessoas vivem suas vidas depois de perder alguém", acrescentou.