O G7 está discutindo a liberação coordenada das reservas de petróleo e se compromete a garantir o abastecimento.
TÓQUIO – Os ministros das Finanças do G7 discutiram uma possível liberação coordenada de reservas de petróleo durante uma reunião online nesta segunda-feira, que também contou com a participação da Agência Internacional de Energia, em meio à disparada dos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
"Concordamos em tomar medidas para apoiar o fornecimento global de energia e outras medidas necessárias", disse a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, a jornalistas após as negociações, observando que a AIE (Agência Internacional de Energia) pediu agilidade na liberação coletiva dos estoques de petróleo.
Ela também afirmou que os ministros de energia do G7 discutirão em breve os detalhes de um possível vazamento de petróleo.
O diretor executivo da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol, que participou da reunião dos ministros das finanças do G7, afirmou em comunicado que as condições nos mercados globais de petróleo "deterioraram-se nos últimos dias", citando a redução da produção de petróleo, bem como as dificuldades de trânsito pelo Estreito de Ormuz.
"Isso cria riscos significativos e crescentes para o mercado. Discutimos todas as opções disponíveis, incluindo a disponibilização de reservas emergenciais de petróleo ao mercado por parte da AIE (Agência Internacional de Energia)", afirmou ele no comunicado.
Segundo a AIE (Agência Internacional de Energia), os países membros detêm atualmente mais de 1,2 bilhão de barris de reservas públicas de emergência de petróleo, além de outros 600 milhões de barris de reservas industriais mantidas por obrigação governamental.
Os Estados Unidos e o Japão detêm juntos 700 milhões de barris de reservas públicas de petróleo.
O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, teria declarado após as negociações que os membros do G7 ainda não haviam tomado uma decisão sobre a possível liberação de reservas emergenciais de petróleo.
Nos últimos anos, em 2022, ocorreu uma liberação de reservas de petróleo coordenada pela AIE (Agência Internacional de Energia) para garantir a estabilidade dos mercados de petróleo após a Rússia ter lançado uma invasão em larga escala da Ucrânia.
O Financial Times, que noticiou inicialmente as discussões do G7 antes da reunião, afirmou que os Estados Unidos estavam entre os vários países que expressaram apoio à liberação conjunta de petróleo.
O jornal também informou que alguns funcionários americanos acreditavam que uma liberação conjunta de 300 a 400 milhões de barris, ou de 25 a 30% da reserva de 1,2 bilhão de barris, seria apropriada, citando uma fonte anônima.

