O G7 está pronto para tomar todas as medidas necessárias para um fornecimento estável de energia: declaração
TÓQUIO — O Grupo dos Sete países industrializados afirmou nesta segunda-feira que "está pronto para tomar todas as medidas necessárias" para "preservar a estabilidade e a segurança do mercado de energia", visto que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã interrompeu o fornecimento global de petróleo, elevando os preços.
Em um comunicado divulgado após uma reunião online de seus ministros das Finanças e da Energia e governadores dos bancos centrais, o G7 afirmou ter reafirmado seu "compromisso de manter a pressão" sobre a Rússia, um importante produtor de petróleo, em relação às sanções relacionadas à invasão da Ucrânia desde 2022.
Eles também apelaram a "todos os países para que se abstenham de impor restrições injustificadas à exportação" de produtos petrolíferos, ao mesmo tempo que se comprometeram a "coordenar estreitamente" com os parceiros internacionais e a "permanecer prontos para se reunir, se necessário, em resposta à evolução da situação".
Em Tóquio, após participar das negociações, o ministro da Indústria japonês, Ryosei Akazawa, disse a repórteres que eram necessários "preparativos" para uma liberação coordenada das reservas estratégicas de petróleo previstas pela Agência Internacional de Energia.
O ministro das Finanças japonês, Satsuki Katayama, disse estar preocupado com os preços futuros do petróleo bruto, que "afetam o mercado cambial" e podem ameaçar "vidas e a economia", acrescentando que o Japão está monitorando de perto os desdobramentos com "extrema vigilância".
Na sequência do conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã no final do mês passado, as forças iranianas bloquearam efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável fundamental para o transporte global de petróleo, causando interrupções no fornecimento e um aumento nos preços do petróleo bruto.
No início deste mês, a AIE (Agência Internacional de Energia), um organismo com sede em Paris composto por 32 membros, incluindo os países do G7, começou a divulgar suas reservas de petróleo, totalizando mais de 400 milhões de barris, a primeira iniciativa conjunta desse tipo desde 2022, quando a Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia.
Dos lançamentos coordenados pela AIE (Agência Internacional de Energia), 79,8 milhões de barris vieram do Japão, o segundo maior volume entre os membros da AIE, depois dos Estados Unidos, que responderam por 172,2 milhões de barris, segundo a AIE.
O Japão depende do Oriente Médio para mais de 90% de suas importações de petróleo bruto.
Os ministros das Finanças do G7 realizaram discussões em 9 de março e os ministros da Energia no dia seguinte, concordando em "estar prontos" para tomar as medidas necessárias.
Presidido este ano pela França, o G7 também inclui a Grã-Bretanha, o Canadá, a Alemanha, a Itália, o Japão e os Estados Unidos, bem como a União Europeia.

