O governo japonês afirma estar monitorando de perto a situação na Venezuela após a operação dos EUA.
TÓQUIO — O governo japonês afirmou no domingo que está monitorando de perto a situação na Venezuela e trabalhando para garantir a segurança dos cidadãos japoneses, após os Estados Unidos terem capturado o presidente sul-americano Nicolás Maduro em uma operação militar no dia anterior.
O Japão "há muito respeita valores fundamentais como a liberdade e a democracia e sempre enfatizou a importância do respeito aos princípios do direito internacional no âmbito da comunidade internacional", afirmou o Ministério das Relações Exteriores japonês em comunicado.
Com isso em mente, o Japão trabalhará em estreita colaboração com outros países do G7 e países relevantes e fará esforços diplomáticos para restaurar a democracia na Venezuela e estabilizar a situação, disse o ministério.
O ministério também afirmou que o governo entrou em contato com a maioria dos cidadãos japoneses no país e que não houve relatos de vítimas.
A operação na Venezuela, país rico em petróleo, realizada sem autorização do Congresso dos EUA ou ameaça iminente à segurança nacional, levantou questões jurídicas tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.
Após a operação policial, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos "liderariam" o país rico em petróleo até que uma "transição segura, adequada e sensata" pudesse ser alcançada.
Trump afirmou que Maduro, que foi levado de avião para Nova York com sua esposa, enfrentará acusações criminais nos Estados Unidos, sob a alegação de que ele é responsável pelo tráfico de grandes quantidades de drogas ilegais para o país.

