O governo japonês desenvolverá diretrizes sobre a dupla precificação em instalações turísticas.
TÓQUIO – O Japão está considerando desenvolver diretrizes sobre preços diferenciados em instalações turísticas públicas, disse o ministro dos Transportes nesta terça-feira, à medida que a definição de preços diferentes para moradores locais e turistas ganha força como estratégia para combater o turismo excessivo.
Embora a definição de preços deva ser deixada principalmente a cargo de cada operador, a fim de ponderar a procura e outros fatores, o Ministro dos Transportes, Yasushi Kaneko, afirmou ser necessário que o governo forneça orientações.
"É importante que os preços sejam definidos de forma a permitir que as empresas sustentem suas operações e serviços", disse Kaneko em uma coletiva de imprensa.
O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo deve solicitar a um grupo de especialistas que discuta os detalhes das diretrizes.
O Japão, que busca impulsionar ainda mais o turismo receptivo, registrou um número recorde de visitantes estrangeiros no ano passado, com o total ultrapassando 40 milhões pela primeira vez. No entanto, esse aumento também trouxe problemas, incluindo congestionamento e comportamento inadequado.
Segundo a Agência de Turismo do Japão, os estabelecimentos utilizam diversos métodos de precificação. Por exemplo, podem oferecer descontos para residentes locais ou permitir que crianças utilizem suas instalações gratuitamente.
No domingo, a cidade de Himeji, no oeste do Japão, onde fica o Castelo de Himeji, aumentou o preço da entrada para o Patrimônio Mundial de 1.000 ienes (US$ 6,40) para 2.500 ienes para não residentes com 18 anos ou mais.
Kyoto, outro destino turístico popular conhecido por seus templos e cultura tradicional, está considerando aumentar as tarifas de ônibus para não residentes que utilizam a cidade no oeste do Japão, ao mesmo tempo em que reduz a tarifa fixa atual para residentes, a partir do ano fiscal de 2027.
O governo japonês está solicitando aos museus nacionais que considerem a implementação de preços diferenciados até o final de março de 2031.

