Japão aprova a comercialização de dois medicamentos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), uma novidade mundial.

Japão aprova a comercialização de dois medicamentos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), uma novidade mundial.

TÓQUIO – O governo japonês aprovou condicionalmente, na sexta-feira, a comercialização de dois produtos de medicina regenerativa feitos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, uma estreia mundial nesse segmento.

Os dois medicamentos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) são o ReHeart, desenvolvido pela Cuorips Inc. para tratar pacientes com insuficiência cardíaca grave resultante de cardiomiopatia isquêmica, e o Amchepry, produzido pela Sumitomo Pharma Co. e Racthera Inc. para tratar a doença de Parkinson, uma doença neurodegenerativa progressiva.

Como os preços e a cobertura do seguro ainda precisam ser discutidos, o tratamento com esses medicamentos não deve começar antes do verão. O ReHeart deve custar mais de 10 milhões de ienes (US$ 63.500), e o Amchepry também será caro.

O Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, Kenichiro Ueno, elogiou a praticidade dos produtos fabricados no Japão. "Espero que eles salvem pacientes não só no Japão, mas também em todo o mundo", disse ele.

Apesar do número limitado de casos em ensaios clínicos, o Ministério da Saúde aproveitou um sistema de aprovação condicional antecipada, desde que a segurança dos medicamentos fosse confirmada e sua eficácia fosse presumida.

ReHeart e Amchepry devem comprovar sua eficácia em até sete anos por meio do tratamento de pacientes para obterem aprovação completa.

As células-tronco pluripotentes induzidas, ou células iPS, têm a capacidade de se diferenciar em praticamente qualquer tipo de célula humana e proliferar indefinidamente, de acordo com o Centro de Pesquisa e Aplicação de Células iPS da Universidade de Kyoto.

Elas foram geradas por Shinya Yamanaka, diretor emérito e professor do centro, que anunciou a geração de células iPS de camundongo em 2006 e de células iPS humanas em 2007. Ele ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2012.