Japão diz que não há ruptura conosco em acordo tarifário recíproco
TÓQUIO – O Japão disse na quinta-feira que confirmou aos Estados Unidos que não há discrepância em seu entendimento sobre um acordo bilateral sobre a imposição de uma tarifa "recíproca" pelos EUA, apesar das preocupações de que os dois lados não possam se alinhar antes da implementação da taxa de 15% no mesmo dia.
O secretário-chefe do gabinete, Yoshimasa Hayashi, reiterou que os produtos enviados do Japão para os Estados Unidos que enfrentam tarifas abaixo de 15% estarão sujeitos a uma taxa fixa de 15%, enquanto os impostos sobre aqueles com taxas mais altas permanecerão inalterados.
Uma ordem executiva assinada anteriormente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, não mencionou esse ponto, e um funcionário da Casa Branca disse na quarta-feira que as importações japonesas taxadas em 15% ou mais ainda enfrentarão uma taxa adicional de 15%.
"Confirmamos que não há discrepância", disse Hayashi em uma coletiva de imprensa.
O principal porta-voz do governo disse que o principal negociador do Japão, Ryosei Akazawa, que está visitando Washington, verificou com o lado americano os detalhes do acordo bilateral sobre dever recíproco e instou Washington a tomar medidas imediatas para implementá-lo.
"Continuaremos a nos comunicar com os Estados Unidos em vários níveis para garantir que o acordo esteja firmemente em vigor", disse Hayashi.
Com base no acordo bilateral, espera-se que os Estados Unidos reduzam as tarifas sobre carros japoneses. Mas os céticos no Japão afirmam que ainda há incerteza sobre quando e se a redução dos atuais 27,5% poderá ser alcançada sem um acordo por escrito.

