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O Japão está considerando um papel autorizado para as Forças de Autodefesa em Ormuz, apesar das restrições.

O governo japonês começou a estudar maneiras de enviar forças de autodefesa ao Estreito de Ormuz, que o Irã efetivamente bloqueia, dentro da estrutura da Constituição pacifista do Japão e do arcabouço legal vigente.

A primeira-ministra Sanae Takaichi espera decidir como o Japão responderá ao conflito no Oriente Médio antes da cúpula Japão-EUA agendada para 19 de março em Washington.

Os dois líderes se reunirão enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, pede ao Japão e a vários outros países que enviem navios militares ao estreito para proteger a navegação.

No entanto, enviar as Forças de Autodefesa para uma zona de combate ativa é extremamente difícil sob a lei japonesa.

Segundo diversas fontes próximas ao governo, o governo está avaliando com cautela a viabilidade de um destacamento, inclusive após o fim do conflito, mantendo ao mesmo tempo estreita coordenação com os Estados Unidos e outros países relevantes.

"Estou analisando o que o Japão pode fazer por conta própria dentro da estrutura legal, ao mesmo tempo em que dou várias instruções ao governo", disse Takaichi em uma reunião da comissão orçamentária da câmara alta em 16 de março.

Ela prosseguiu: "Estamos examinando a base legal, o que está acontecendo atualmente (no Estreito de Ormuz) e o que o Japão pode e não pode fazer", citando a remoção de minas, a proteção de navios, a cooperação com as forças armadas de outros países e a expansão do escopo das atividades de coleta de informações existentes.

Fontes próximas ao governo também afirmaram que o governo estava "considerando seriamente" a possibilidade de mobilizar as Forças Democráticas da Síria (SDF).

O Ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, conversou por telefone com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na noite de 16 de março.

Segundo relatos, Motegi afirmou que garantir a navegação segura pelo estreito era de importância crucial e foi informado sobre a posição americana.

O Ministro da Defesa Shinjiro Koizumi também conversou por telefone com seu homólogo americano, Pete Hegseth, em 15 de março.

Dentro do governo japonês, existe uma forte opinião de que seria difícil enviar as Forças de Autodefesa enquanto os combates continuarem.

De fato, o governo sustenta que a situação atual envolvendo o Irã não constitui uma "situação de risco de vida" na qual o direito à autodefesa coletiva possa ser exercido, nem uma "situação de influência significativa" na qual o apoio de retaguarda às forças americanas possa ser fornecido.

Takaichi declarou na reunião do comitê de orçamento da câmara alta, em 16 de março, que o destacamento de Forças de Autodefesa marítimas com base na Lei das Forças de Autodefesa seria "juridicamente difícil", enquanto Koizumi afirmou, em termos gerais, que "proteger navios ligados ao Japão é possível".