O Japão está receoso de interrupções após a Suprema Corte dos EUA ter bloqueado as tarifas de Trump.
TÓQUIO — O Japão se prepara para uma possível interrupção nas exportações americanas depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou, na sexta-feira, as chamadas tarifas recíprocas do presidente Donald Trump, o que o levou a anunciar novas taxas de 10%.
Espera-se que Tóquio negocie com Washington para evitar novos aumentos de tarifas, ao mesmo tempo que se compromete a investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, conforme um plano previamente acordado, em troca da redução das tarifas sobre carros japoneses e outros produtos.
A Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump excedeu sua autoridade presidencial ao usar uma lei de emergência no ano passado para impor tarifas globais drásticas que visavam quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos.
Trump reagiu à decisão assinando uma ordem executiva no mesmo dia, impondo uma nova "tarifa global" de 10%.
"A redução das tarifas para 10% não é necessariamente negativa, mas pode ter um impacto substancial nas exportações", disse um funcionário do governo.
Como parte de uma série inicial de investimentos nos Estados Unidos, espera-se que o Japão financie a produção de diamantes sintéticos, a geração de energia a gás natural e a construção de um terminal de exportação de petróleo bruto.
"Se abandonarmos essa promessa, os Estados Unidos poderão tentar aumentar as tarifas contra o Japão novamente", disse outro funcionário do governo.

