O Japão está recorrendo à inteligência artificial para aliviar a escassez de médicos para detecção precoce do câncer.
O Ministério da Saúde japonês começará a testar inteligência artificial para analisar imagens de raio-X durante exames de detecção de câncer, com o objetivo de reduzir a carga de trabalho dos médicos, mantendo a precisão do diagnóstico.
O plano foi aprovado por um grupo de especialistas em 23 de março.
As diretrizes governamentais atuais para o rastreio municipal de câncer de pulmão, estômago e mama exigem um sistema de "dupla verificação", no qual pelo menos dois médicos devem revisar cada radiografia para evitar erros.
No entanto, essa exigência levou à escassez de médicos e a uma sobrecarga significativa da equipe médica.
Além disso, a triagem dupla para o rastreio do câncer de pulmão já existe há mais de 30 anos, e a tecnologia de IA para detectar anormalidades em imagens também avançou.
No ensaio clínico proposto, a IA analisaria primeiro as imagens. Se a IA detectar uma possível anomalia, um único médico avaliaria o resultado para decidir se um exame mais detalhado é necessário, eliminando assim a necessidade de uma segunda avaliação médica.
Para as imagens que a IA considerar isentas de anomalias, o protocolo de dupla verificação existente por dois médicos permaneceria em vigor.
O cronograma, os métodos e a estrutura da auditoria ainda não foram definidos, e o ministério afirmou que serão determinados após a consulta de especialistas.
Em uma decisão separada, tomada na mesma reunião, o comitê também aprovou uma mudança na política relativa aos exames de rastreio de câncer de cólon em âmbito municipal.
O número de amostras necessárias para o teste de sangue oculto nas fezes será reduzido de duas para uma, de acordo com as diretrizes atualizadas de 2024 do Centro Nacional de Câncer do Japão, que citam pesquisas que mostram não haver diferença significativa na precisão do teste entre uma e duas amostras.

