O Japão dobrará o período de residência necessário para a naturalização, passando a ser de 10 anos a partir de quarta-feira.

O Japão dobrará o período de residência necessário para a naturalização, passando a ser de 10 anos a partir de quarta-feira.

TÓQUIO — O governo japonês anunciou nesta sexta-feira que dobrará o tempo mínimo de residência exigido para a naturalização, elevando-o para 10 anos a partir de 1º de abril.

O Ministério da Justiça anunciou que também estenderá o prazo para comprovação do pagamento de impostos para cinco anos e o prazo para comprovação das contribuições para a seguridade social para dois anos, em vez do prazo atual de um ano. Aqueles que já solicitaram o benefício também estarão sujeitos a essas mudanças.

Em novembro, a primeira-ministra Sanae Takaichi pediu ao ministro da Justiça, Hiroshi Hiraguchi, que endurecesse as regras para a aquisição da cidadania japonesa, por acreditar que as condições atuais eram muito brandas.

A lei de nacionalidade do país estabelece requisitos mínimos para a naturalização, incluindo residir no Japão por pelo menos cinco anos consecutivos e ser uma pessoa de bom caráter com meios de subsistência adequados em termos de bens ou habilidades possuídas pelo requerente, seu cônjuge ou seus parentes.

O processo de seleção também leva em consideração a "compatibilidade com a sociedade japonesa", incluindo a capacidade de falar japonês fluentemente no dia a dia.

Segundo o ministério, estender o requisito mínimo de residência para 10 anos faz parte dos esforços para garantir essa compatibilidade.

As alterações foram incluídas nas medidas gerais sobre a política de residência para estrangeiros, compiladas em janeiro.

Para obter residência permanente, o Japão estabelece requisitos de elegibilidade detalhados na Lei de Imigração, incluindo o cumprimento adequado de obrigações públicas, como o pagamento de impostos e contribuições para a previdência social, bem como um período mínimo de residência de 10 anos.

Em 2025, um total de 14.103 pessoas solicitaram a naturalização, das quais 9.258 foram aprovadas e 666 foram rejeitadas, de acordo com o ministério.