O Japão vai proibir o uso de baterias externas em voos a partir de abril.
O Ministério dos Transportes do Japão limitará o número de baterias externas permitidas em voos e proibirá seu uso a bordo a partir de meados de abril, uma decisão motivada por uma série recente de incidentes alarmantes.
O ministério começou a aceitar comentários públicos sobre a proposta de revisão de seus regulamentos de aviação civil em 27 de fevereiro.
A decisão antecipa novas regras internacionais esperadas já em março da Organização da Aviação Civil Internacional, uma agência especializada das Nações Unidas.
VERIFIQUE AS BATERIAS DO SEU CELULAR
Atualmente, no Japão, as baterias de celulares são classificadas como "baterias sobressalentes" e são proibidas em bagagens despachadas.
Para bagagem de mão, é proibido o uso de aparelhos com potência superior a 160 watts-hora, enquanto os passageiros estão limitados a duas unidades para aparelhos com potência superior a 100 watts-hora.
Não há limite de quantidade para baterias de 100 watts-hora ou menos.
A nova regra limitará os passageiros a um total de duas baterias sobressalentes, incluindo baterias externas.
Embora não haja limite para o número de baterias sobressalentes com menos de 100 watts-hora, o transporte de baterias externas com capacidade superior a 160 watts-hora continuará proibido.
Os carregadores portáteis serão limitados a duas unidades, independentemente de sua capacidade elétrica.
Além disso, recarregá-los a bordo será proibido e os passageiros serão "recomendados" a não os utilizarem de forma alguma.
Consequentemente, as companhias aéreas nacionais deveriam exigir que os passageiros deixassem de usar baterias externas, reforçando assim a proibição efetiva do seu uso em voo.
PERIGO NA CABINE
Uma recente onda de incidentes catastróficos e perigosos evidenciou os riscos.
Em janeiro do ano passado, um incêndio causado por uma bateria externa dentro de um avião da Air Busan no Aeroporto Internacional de Gimhae, na Coreia do Sul, destruiu metade da aeronave.
Todos os 176 passageiros e tripulantes escaparam do avião em chamas, mas 27 ficaram feridos.
Os investigadores acreditam que o incêndio começou perto de um compartimento superior, onde foram encontrados os restos carbonizados de uma bateria externa.
No Japão, uma bateria de celular pegou fogo em um voo da Hawaiian Airlines de Honolulu para Haneda em abril passado.
Em outubro, foi observada fumaça saindo de uma bateria móvel em um voo da All Nippon Airways (ANA) de Naha para Haneda.
Desde julho do ano passado, as principais companhias aéreas japonesas vêm pedindo aos passageiros que não guardem baterias externas nos compartimentos superiores, recomendando que mantenham os dispositivos em seus assentos, onde podem ser monitorados.

