O novo partido da oposição promete políticas eleitorais que irão melhorar a vida no Japão.
TÓQUIO – Um novo partido de oposição japonês apresentará propostas com o objetivo de melhorar a vida dos japoneses nas próximas eleições gerais, disse uma fonte nesta sexta-feira, na esperança de atrair eleitores que buscam uma alternativa à coalizão conservadora governante.
Em uma declaração política orientadora, a Aliança de Reforma Centrista, formada entre o maior partido de oposição, o Partido Democrático Constitucional do Japão, e o partido Komeito, busca manter a postura pacifista do país em relação à defesa, ao mesmo tempo que defende uma abordagem realista para a diplomacia.
A fonte afirmou que o documento também indica que o país precisa aprofundar o debate sobre a revisão da Constituição, mas não se aprofundou no assunto, contrastando com o bloco governista que defende uma emenda.
Espera-se que o novo partido revele seus principais pontos políticos na segunda-feira, mesmo dia em que o primeiro-ministro Sanae Takahichi, líder do Partido Liberal Democrático, deverá explicar os motivos para dissolver a Câmara dos Representantes em preparação para eleições antecipadas.
A declaração política adotada pelo novo partido afirma: "São necessárias forças políticas centristas que promovam de forma consistente políticas que priorizem os cidadãos comuns", segundo a fonte.
Com a aproximação das eleições para a Câmara Baixa, o partido se concentrará em cinco pilares, incluindo a busca por um "crescimento econômico sustentável", um "novo modelo para os sistemas de seguridade social" e "reformas em andamento dos sistemas político e eleitoral", disse a fonte.
O CDPJ é liderado pelo ex-primeiro-ministro Yoshihiko Noda, enquanto o Komeito, liderado por Tetsuo Saito, encerrou sua parceria de 26 anos com o LDP, liderado por Takaichi, que se tornou primeiro-ministro naquele mesmo mês, no início de outubro.
As eleições gerais provavelmente ocorrerão em 8 de fevereiro, já que Takaichi planeja dissolver a câmara baixa em 23 de janeiro para aproveitar a popularidade relativamente alta de seu gabinete.
A coligação governante, composta pelo PLD e pelo Partido da Inovação do Japão, detém apenas uma pequena maioria na Câmara Baixa e permanece em minoria na Câmara dos Conselheiros. Teve de garantir o apoio de partidos da oposição para aprovar legislação.
Noda e Saito prometeram unir forças centristas para oferecer uma alternativa no cenário político "de direita" do Japão, aparentemente atentos às posições políticas profundamente conservadoras de Takaichi e à sua recente promoção de temas populistas.
Os partidos da oposição criticaram o calendário das eleições planejadas, alegando que isso poderia atrasar a adoção, pelo Parlamento, de uma proposta inicial de orçamento para o ano fiscal de 2026, que começa em abril.
A esperada dissolução da câmara baixa ocorre apesar da promessa de Takaichi de priorizar políticas destinadas a aliviar o peso da inflação e outros desafios.
Alguns membros do partido governante acreditam que a criação do novo partido de oposição por dois partidos já estabelecidos, com divergências em questões-chave, que vão da segurança à energia nuclear, nada mais é do que uma tentativa de garantir sua sobrevivência após as eleições.

