Negociador no Japão pedirá corte de tarifas de carros rápidos em viagens aos EUA

O principal diplomata japonês para as relações exteriores permanece em silêncio em meio a especulações sobre intervenções.

TÓQUIO – As autoridades japonesas intervieram no mercado cambial na quinta-feira para conter a rápida queda do iene para a faixa superior de 160 em relação ao dólar americano, disseram fontes do governo, marcando a primeira vez que tal intervenção ocorreu em um ano e dez meses.

O principal diplomata japonês para o câmbio, Atsushi Mimura, recusou-se a comentar a intervenção no mercado cambial na sexta-feira, afirmando: "Não tenho intenção de comentar tais assuntos". Na quinta-feira, o iene japonês valorizou-se em quase 5 ienes, atingindo a marca de 155 em relação ao dólar em poucas horas.

Antes da rápida valorização do iene, o vice-ministro das Finanças responsável por assuntos internacionais juntou-se à ministra das Finanças, Satsuki Katayama, para intensificar os alertas sobre a necessidade de "medidas decisivas" para deter a queda do iene, que chegou a atingir 160,72 em Tóquio, seu nível mais baixo desde julho de 2024, em meio à crise no Oriente Médio.

O dólar continuou a atrair compradores como um ativo mais seguro em tempos de incerteza. Também se fortaleceu porque se espera que o diferencial de juros entre os Estados Unidos e o Japão permaneça grande, após as reuniões do Federal Reserve dos EUA e do Banco do Japão no início desta semana, nas quais mantiveram suas principais taxas de juros inalteradas.

"O momento para uma ação decisiva, que mencionei anteriormente, está finalmente se aproximando", disse Katayama na quinta-feira, enquanto Mimura descreveu seu alerta contra movimentos especulativos como um "aviso final de evacuação".

A última intervenção do Japão no mercado cambial ocorreu em julho de 2024, quando desembolsou um total de 5,53 trilhões de ienes (US$ 35 bilhões) para sustentar a moeda após sua desvalorização para a mínima em cerca de 38 anos em relação ao dólar, próxima à marca de 162 ienes.