O porta-voz do governo japonês nega que o primeiro-ministro Takaichi tenha enfatizado as vantagens do iene fraco.

O porta-voz do governo japonês nega que o primeiro-ministro Takaichi tenha enfatizado as vantagens do iene fraco.

TÓQUIO — Um porta-voz do governo japonês negou nesta segunda-feira que a primeira-ministra Sanae Takaichi tenha tido a intenção de destacar os benefícios de um iene mais fraco em um recente discurso de campanha para as próximas eleições gerais, o que poderia ser interpretado como apoio a uma desvalorização da moeda.

O vice-secretário-chefe do Gabinete, Masanao Ozaki, declarou em uma coletiva de imprensa que Takaichi simplesmente expressou sua esperança de "construir uma economia forte e resiliente às flutuações cambiais". Suas declarações de sábado provocaram forte reação dos partidos de oposição e aumentaram as preocupações de que possam enfraquecer ainda mais a moeda japonesa.

Em um discurso proferido em Kawasaki, perto de Tóquio, antes das eleições para a Câmara dos Representantes do próximo domingo, Takaichi afirmou: "Dizem que um iene fraco é ruim, mas para as indústrias de exportação, é uma grande oportunidade. A gestão da conta especial do Fundo de Câmbio também está indo muito bem."

Ela não expressou nenhuma preocupação com o impacto negativo de um iene fraco nos preços ao consumidor.

No dia seguinte, ela declarou nas redes sociais, em japonês e inglês, que seus comentários haviam sido "mal interpretados", numa aparente tentativa de limitar seu impacto no mercado.

A desvalorização do iene favorece as exportações, tornando os produtos japoneses mais baratos no exterior e aumentando o valor da renda externa em ienes, mas também eleva os preços das importações. O Japão, um país com poucos recursos naturais, depende fortemente das importações para suprir suas necessidades de alimentos e energia.