O primeiro-ministro japonês, Takaichi, afirmou que não é hora de pensar em dissolver a Câmara Baixa.

O primeiro-ministro japonês, Takaichi, afirmou que não é hora de pensar em dissolver a Câmara Baixa.

TÓQUIO — A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou nesta quarta-feira que não tem tempo para considerar a dissolução da Câmara dos Representantes, descartando eleições antecipadas em um futuro próximo.

Ela não planeja dissolver a câmara baixa por pelo menos um ano, o que permitiria ao seu governo priorizar medidas para combater o aumento do custo de vida, indicaram fontes próximas ao assunto.

Em uma coletiva de imprensa após uma sessão parlamentar adicional de 58 dias, Takaichi disse que tinha "muito a fazer", incluindo a elaboração de um orçamento inicial e um plano de reforma tributária, ambos para o próximo ano fiscal, que começa em abril do ano que vem.

Ela também afirmou que seu Partido Liberal Democrático tinha como objetivo manter a coalizão governista com seu parceiro minoritário, o Partido da Inovação do Japão, com base no acordo assinado em 20 de outubro, o qual a ajudou a se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do país no dia seguinte, por meio de uma votação no Parlamento.

A coligação LDP-JIP, conhecida como Nippon Ishin, detém uma maioria muito pequena na poderosa câmara baixa desde que três deputados independentes se juntaram a ela no mês passado, o que lhe permitiu aprovar um orçamento por conta própria.

Mas o campo governista permanece em minoria na Câmara dos Conselheiros, já que o governo de Takaichi precisa cooperar com as forças de oposição para aprovar projetos de lei.

As pesquisas de opinião pública mostraram que o gabinete de Takaichi tem desfrutado de um alto índice de aprovação desde a sua formação, e eleições gerais antecipadas que levem à dissolução da câmara baixa podem dar ao bloco governista a chance de garantir uma maioria confortável.