O primeiro-ministro Takaichi se opõe à recomendação de que os japoneses economizem energia em meio à crise no Oriente Médio.

O primeiro-ministro Takaichi se opõe à recomendação de que os japoneses economizem energia em meio à crise no Oriente Médio.

TÓQUIO – A primeira-ministra Sanae Takaichi adotou uma postura negativa na segunda-feira, instando a população japonesa a limitar o consumo de energia em meio às incertezas de abastecimento devido à guerra no Oriente Médio, afirmando que a atividade econômica não deve ser interrompida.

Seus comentários no Parlamento surgem em um momento em que o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, como parte da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, levou outros países asiáticos com poucos recursos naturais a pedirem uma redução no consumo de combustível. O Japão depende do Oriente Médio para suas importações de petróleo bruto.

"Não creio que a atividade econômica ou social deva ser interrompida nesta fase", disse Takaichi em resposta a uma pergunta de um parlamentar da oposição sobre a necessidade de implementar medidas econômicas emergenciais.

Ela acrescentou que seu governo está trabalhando para garantir o fornecimento de petróleo a partir de outras fontes.

Entre os outros países asiáticos afetados pelo fechamento do estreito, a Coreia do Sul instou sua população a reduzir o consumo de energia, enquanto a Malásia incentivou o trabalho remoto para reduzir o consumo.

Takaichi afirmou que, por ora, não via necessidade de elaborar um orçamento suplementar, após o Parlamento ter aprovado, no início de abril, um orçamento fiscal recorde para 2026 de 122,31 trilhões de ienes (US$ 768 bilhões), com o governo podendo recorrer às reservas orçamentárias, se necessário, para responder à situação no Oriente Médio.

O primeiro-ministro acrescentou que a incerteza em torno do Oriente Médio significa que o governo "será flexível na tomada das medidas necessárias em resposta às circunstâncias".