O Santuário Yasukuni, ligado à guerra, proíbe cosplay e trajes militares em suas dependências.
TÓQUIO – O Santuário Yasukuni de Tóquio, ligado à guerra, anunciou em seu site oficial que proibirá cosplay e o uso de trajes militares em suas dependências.
"Embora as visitas de pessoas que de fato serviram nas forças armadas, vestindo roupas de época, tenham praticamente desaparecido após 80 anos do fim da guerra, pessoas sem qualquer vínculo ou qualificação relevante estão sendo vistas cada vez mais em uniforme militar", diz o comunicado publicado no site.
Visitantes trajando uniformes militares foram flagrados no santuário no aniversário do fim da guerra, que ocorre neste sábado. O comunicado esclarece que a proibição não se restringe a uma data específica, mas sim a uma política aplicada "no local durante todo o ano".
Trajes militares usados com base na "filiação ou qualificação" de uma pessoa, como uniformes usados por membros das Forças de Autodefesa do Japão e militares de outros países, estão isentos da proibição.
A proibição visa manter "a serenidade e a dignidade" do santuário, diz o comunicado.
Yasukuni presta homenagem às almas dos líderes de guerra condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial, bem como aos aproximadamente 2,5 milhões de mortos na guerra.
O Japão ocupou grande parte do território chinês no final da guerra e colonizou a península coreana de 1910 a 1945. Visitas anteriores ao santuário por líderes e ministros japoneses provocaram fortes reações dos países vizinhos.

