A taxa de desemprego no Japão deverá atingir 2,6% no ano fiscal de 2025, à medida que mais pessoas entram no mercado de trabalho.
TÓQUIO – A taxa média de desemprego no Japão no ano fiscal de 2025 subiu 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior, atingindo 2,6%, registrando a primeira piora em cinco anos. Esse aumento se deve ao fato de que mais pessoas que não estavam empregadas anteriormente passaram a ser consideradas desempregadas após começarem a procurar trabalho, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira.
Durante o ano fiscal encerrado em março, o número de desempregados aumentou em 50 mil, chegando a 1,8 milhão, e o número de empregados cresceu em 360 mil, totalizando 68,29 milhões, o nível mais alto desde que dados comparáveis começaram a ser coletados em 1953, informou o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.
O número de mulheres empregadas atingiu 31,28 milhões, um aumento de 360 mil em relação ao ano fiscal de 2024, marcando também um nível recorde.
Entre os desempregados, o número de pessoas que perderam o emprego aumentou em 10.000 em comparação com o ano anterior, chegando a 420.000, enquanto 760.000 pessoas deixaram seus empregos voluntariamente, geralmente em busca de melhores condições. O número de novos candidatos a emprego aumentou de 30.000 para 500.000, segundo o ministério.
Somente em março, a taxa de desemprego subiu para 2,7%, ante 2,6% no mês anterior, registrando o primeiro aumento em dois meses, enquanto o número de pessoas empregadas caiu ligeiramente 0,2%, para 68,15 milhões, segundo dados ajustados sazonalmente, informou o ministério.
Entre os desempregados, 430 mil foram dispensados, número inalterado em relação a fevereiro, enquanto 790 mil deixaram seus empregos voluntariamente, um aumento de 3,9%. O número de novos candidatos a emprego subiu 3,8%, para 550 mil, segundo o ministério.
Um funcionário do ministério afirmou: "As condições de emprego permanecem sólidas", citando o aumento, em comparação com o mês anterior, no número de pessoas que deixaram seus empregos em busca de melhores condições de trabalho e que atualmente procuram novas oportunidades.
O funcionário observou que "no geral, além dos dados mais recentes, existe uma opinião generalizada de que a escassez de mão de obra persiste", acrescentando: "Tornou-se mais fácil para os trabalhadores acessarem vagas que oferecem melhores condições de trabalho".
A taxa média de disponibilidade de empregos no ano fiscal de 2025 caiu 0,05 pontos percentuais em comparação com o ano anterior, para 1,20, o que significa que havia 120 vagas de emprego disponíveis para cada 100 candidatos a emprego, uma queda pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com dados separados.
Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais, a taxa de disponibilidade de empregos em março caiu ligeiramente 0,01 ponto percentual em comparação com fevereiro, ficando em 1,18, registrando a primeira queda em dois meses.
Por setor, as novas vagas de emprego diminuíram em sete setores, com destaque para o setor de informação e comunicação, que registrou uma queda de 15,8% em março em comparação com o ano anterior.
Houve uma redução de 6,5% nas vagas de emprego no setor de comércio atacadista e varejista, enquanto as novas vagas de emprego diminuíram 6,4% nos serviços de alojamento e alimentação.
Embora até o momento não tenha sido observado nenhum impacto significativo no emprego no contexto do conflito no Oriente Médio, alguns setores, particularmente a indústria manufatureira, expressaram preocupação com as perspectivas, afirmou um funcionário do Ministério do Trabalho.

