A ordem de dissolução da Igreja da Unificação foi confirmada e o processo de liquidação teve início.

A Igreja da Unificação apresentou um recurso especial ao Supremo Tribunal do Japão relativamente à sua dissolução.

TÓQUIO – A Igreja da Unificação entrou com um recurso especial na Suprema Corte do Japão nesta segunda-feira contra a decisão do Supremo Tribunal que ordenou sua dissolução.

Um liquidatário nomeado pelo Tribunal Distrital de Tóquio já iniciou o processo de liquidação para recuperar as perdas sofridas pelas vítimas da arrecadação de fundos ilegal da igreja. No entanto, se o Supremo Tribunal anular a ordem de dissolução, o processo será interrompido.

Na quarta-feira, o Tribunal Superior de Tóquio decidiu que os danos sofridos pelas vítimas entre março de 1973 e junho de 2016 totalizaram aproximadamente 7,4 bilhões de ienes (US$ 47 milhões) e rejeitou o recurso da Igreja contra a ordem de dissolução.

Essa decisão surge após o Supremo Tribunal ter considerado que as atividades de angariação de fundos da igreja, incluindo membros que se faziam passar por outras pessoas, foram maliciosas e que as suas ações causaram danos significativos às vítimas.

O tribunal declarou: "Dificilmente se pode esperar que a Igreja tome medidas voluntárias para impedir que seus membros se envolvam em atividades ilícitas."

A igreja, oficialmente conhecida como Federação das Famílias pela Paz Mundial e Unificação, argumentou que a decisão violava a "liberdade religiosa" garantida pela Constituição. O tribunal, no entanto, afirmou que a decisão "não tem efeito legal que limite as atividades religiosas".

Este é o primeiro caso no Japão em que um grupo religioso foi obrigado a se dissolver por violar o Código Civil.

Esta é a terceira ordem de dissolução emitida por violação de leis e regulamentos, após dois casos baseados em violações criminais, incluindo o da seita apocalíptica AUM Shinrikyo, que realizou o ataque mortal com gás nervoso em 1995 no metrô de Tóquio.