A orientação dos EUA não menciona isenção tarifária adicional para o Japão
WASHINGTON – As diretrizes alfandegárias dos EUA divulgadas na segunda-feira não incluem uma estipulação de que as importações do Japão já sujeitas a tarifas de 15% ou mais não enfrentarão um imposto "recíproco" adicional, como Tóquio declarou após um recente acordo comercial bilateral.
Mas autoridades da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA dizem que produtos da União Europeia, que chegou a um acordo comercial semelhante com os Estados Unidos em 27 de julho, dias depois do Japão, não enfrentarão tarifas adicionais.
Uma ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, alterando as chamadas tarifas recíprocas de seu governo, em vigor a partir de quinta-feira, também mencionou que as importações da UE não enfrentariam taxas adicionais além da tarifa de 15%, mas não fez nenhuma referência ao Japão.
Pelo acordo com o governo Trump, as importações de carne bovina do Japão, por exemplo, continuarão sendo taxadas em 26,4%, então a nova tarifa de 15% não será adicionada, de acordo com autoridades japonesas.
Ainda não está claro se os termos do acordo estão sendo interpretados de forma diferente, uma medida negada pelas autoridades japonesas.
Dado que não há um acordo escrito entre o Japão e os Estados Unidos, alguns legisladores da oposição japonesa criticaram o governo por não minimizar o risco de mal-entendidos com o governo Trump sobre a implementação das tarifas.
Em uma sessão do painel parlamentar em Tóquio na terça-feira, Ryosei Akazawa, principal negociador de tarifas do Japão, enfatizou repetidamente: "Não há divergência".

