O conteúdo pirateado causa prejuízos estimados em 8,5 trilhões de ienes por ano.
De acordo com uma pesquisa, publicações japonesas pirateadas, disponíveis gratuitamente em sites de todo o mundo, causam prejuízos estimados em 8,5 trilhões de ienes (US$ 55,2 bilhões) à indústria nacional a cada ano.
Esse número é quase seis vezes maior do que o do mercado editorial japonês no ano passado, e a maior parte do conteúdo roubado consiste em mangás, afirmou a ABJ, associação que conduziu a investigação.
A ABJ, uma organização antipirataria, é composta por editoras e organizações, incluindo a Shueisha Inc., a Kodansha Ltd. e a LY Corp.
Para a investigação, a ABJ analisou dados de 913 sites de pirataria e examinou os números de acesso específicos de cada país e a duração média das visitas durante o mês de junho.
De acordo com os resultados, os 913 sites receberam um total de 2,85 bilhões de visitas de 123 países e regiões, com um tempo de visualização combinado de 700 milhões de horas.
Considerando que um gibi de 500 ienes pode ser lido em 30 minutos, a ABJ estimou que o prejuízo apenas em junho foi de 704,8 bilhões de ienes, o equivalente a 1,4 bilhão de mangás não pagos.
Isso representa 8,5 trilhões de ienes por ano, o que é quase seis vezes o tamanho do mercado editorial japonês de 1,5 trilhão de ienes em 2024.
Por país, os telespectadores indonésios foram os que causaram o maior prejuízo em junho, com 92,3 bilhões de ienes, seguidos pelos telespectadores japoneses, com 83,4 bilhões de ienes, e pelos telespectadores dos Estados Unidos, com 79,1 bilhões de ienes.
O inglês era o idioma mais utilizado nesses sites, seguido pelo japonês e pelo chinês.
"A maioria dos operadores dos sites está sediada no exterior e esperamos trabalhar com o governo para conduzir investigações criminais no exterior", disse um representante da ABJ.

