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Os líderes de Xi intensificam seus ataques a Takaichi por um comentário sobre Taiwan.

PEQUIM — A primeira-ministra Sanae Takaichi continuou abalada pelos ataques verbais da administração do presidente chinês Xi Jinping, uma semana depois de sugerir que o Japão apoiaria Taiwan em caso de bloqueio naval chinês.

A resposta inicial foi um tanto moderada, mas nos últimos dias, o embaixador japonês foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores da China em 13 de novembro para ouvir um protesto contra as declarações de Takaichi, nas quais ele descreveu o bloqueio como uma "situação de ameaça à sobrevivência" do Japão.

Tóquio retaliou convocando o embaixador chinês para protestar contra uma mensagem, agora apagada, de um cônsul-geral em Osaka a respeito da decapitação do líder japonês.

O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu uma declaração firme em 14 de novembro, afirmando que qualquer tentativa de interferir no objetivo de Pequim de unificar Taiwan resultaria em uma forte resposta militar.

Posteriormente, o ministério e as forças armadas chinesas publicaram declarações em japonês nas redes sociais contendo termos semelhantes.

O Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês, também intensificou seus ataques de propaganda, criticando Takaichi e afirmando que suas provocações jamais seriam aceitas.

Em 14 de novembro, o Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado instando seus cidadãos a evitarem viagens ao Japão devido ao "grave risco" à segurança da vida e da integridade física dos chineses causado por comentários provocativos feitos pelo primeiro-ministro japonês a respeito de Taiwan.

O ministério também instou os cidadãos chineses residentes no Japão a reforçarem suas medidas de autodefesa, ao mesmo tempo que se mostram mais cautelosos em relação à situação da ordem pública local.

Legisladores do Partido Liberal Democrático e partidos da oposição, por sua vez, exigiram medidas enérgicas contra o cônsul-geral chinês em Osaka, incluindo sua expulsão por ser considerado persona non grata.

(Este artigo foi escrito por Taro Ono em Tóquio e Ryo Inoue em Pequim.)