As eleições japonesas dão origem ao menor partido de oposição do pós-guerra.
TÓQUIO – A Aliança Reformista, de centro, conquistou apenas 49 cadeiras nas eleições para a Câmara dos Representantes realizadas no domingo, o menor número já registrado por um grande partido de oposição no Japão do pós-guerra.
Após as eleições, o partido, formado em janeiro pela união de membros da câmara baixa do Partido Democrático Constitucional do Japão e do partido Komeito, não possui a força necessária para apresentar projetos de lei orçamentária ou uma moção de censura contra o Gabinete.
A aliança, cujo número de cadeiras caiu em 167, obteve quase metade dos votos do Partido Liberal Democrático (PLD) da primeira-ministra Sanae Takaichi em distritos uninominais e blocos de representação proporcional, mas acabou conquistando apenas cerca de um sexto das 316 cadeiras do PLD, em comparação com as 198 antes da eleição.
Os partidos da oposição detêm agora um total de 109 dos 465 membros da câmara baixa, sendo que o parceiro de coligação do PLD, o Partido da Inovação do Japão, detém 36 cadeiras e os independentes, quatro.
Nas eleições anteriores para a câmara baixa, em que um único partido obteve uma vitória esmagadora, o antecessor do CDPJ, o Partido Democrático do Japão, conquistou 308 cadeiras em 2009, enquanto o LDP se tornou o principal partido de oposição com 119.
Antes de 1996, o sistema eleitoral consistia em distritos plurinominais com um número variável de assentos. Em 1986, quando o PLD conquistou 300 assentos, o principal partido de oposição, o Partido Socialista Japonês, tinha apenas 85.
Quando o PLD voltou ao poder em 2012 com 294 cadeiras, o principal partido da oposição, o DPJ, tinha 57, enquanto em 2017 o PLD conquistou 281 cadeiras e o principal partido da oposição, o CDPJ, ficou com 54.

