Especialistas defendem que o limite de altura para edifícios próximos à Estação de Kyoto seja duplicado.
QUIOTO – Quioto deveria considerar a possibilidade de flexibilizar o limite de altura atual de 31 metros para edifícios próximos à Estação de Quioto, elevando-o para 60 metros, a fim de revitalizar a principal porta de entrada para visitantes da cidade no oeste do Japão, segundo um grupo de especialistas.
O relaxamento previsto ajudaria a estimular a reconstrução e a criar mais espaço para escritórios e lojas, embora deva ser equilibrado com a necessidade de proteger a paisagem única, pontilhada de templos e outras características distintivas de Kyoto, a antiga capital japonesa.
Os críticos, no entanto, opõem-se a essa ideia, com a associação de advogados local argumentando que o relaxamento das regulamentações "transformaria a paisagem urbana de Kyoto em uma cidade genérica que poderia estar em qualquer lugar".
O documento preliminar do comitê de especialistas afirma que é "apropriado" para a cidade elevar o limite de altura para 60 metros na área ao norte da Estação Kyoto, equivalente à altura do prédio da estação, e para 45 metros em outras áreas circundantes.
Ele afirmou que as áreas careciam de escritórios e locais onde as pessoas pudessem interagir, já que a restrição de altura estava se tornando um gargalo para os incorporadores.
Em abril do ano passado, a Câmara de Comércio e Indústria de Kyoto apresentou um pedido à cidade, solicitando que o teto fosse reduzido para 60 metros.
"É essencial desenvolver um ambiente em que a vitalidade do setor privado possa ser plenamente demonstrada", disse ele na ocasião.
Após uma reunião do grupo de especialistas na quarta-feira, Tetsuharu Oba, professor da Universidade de Kyoto, afirmou que a flexibilização das regulamentações deixaria mais opções para as gerações futuras.

