Uma delegação comercial japonesa adia sua visita à China devido à disputa com Taiwan.

Os círculos empresariais japoneses acolhem favoravelmente a maioria do PLD na câmara baixa durante as eleições.

TÓQUIO – Os influentes grupos de pressão empresariais do Japão comemoraram no domingo a vitória do Partido Liberal Democrático, atualmente no poder, nas eleições para a Câmara dos Representantes.

Yoshinobu Tsutsui, presidente da Federação Japonesa de Empresas, pediu ao governo da primeira-ministra Sanae Takaichi que "exerça uma liderança forte, baseada na profunda confiança do povo, para implementar políticas importantes de forma rápida e consistente".

Em comunicado, o presidente do grupo de empresas, conhecido como Keidanren, afirmou que Takaichi enfrentava diversos problemas, incluindo reformas abrangentes nos sistemas tributário, financeiro e de previdência social.

O líder do Keidanren emitiu esta declaração depois que veículos de comunicação, citando pesquisas de boca de urna, relataram que o LDP estava a caminho de garantir pelo menos 233 das 465 cadeiras na câmara baixa.

Além disso, Ken Kobayashi, presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Japão, afirmou que os resultados das eleições refletiram as expectativas dos eleitores de "alcançar uma economia forte e estabilidade política".

Takaichi, defensor de medidas de estímulo fiscal e monetário que assumiu o cargo em outubro, prometeu construir uma economia forte por meio de gastos governamentais "responsáveis, porém agressivos", incluindo investimentos maciços em áreas estratégicas.

Kobayashi pediu ao governo que considerasse cuidadosamente seu compromisso de avaliar a possibilidade de uma suspensão de dois anos do imposto sobre o consumo de produtos alimentícios, a fim de "manter a confiança do mercado na economia japonesa, tanto no âmbito nacional quanto internacional". A redução do imposto sobre alimentos foi um tema central na campanha eleitoral.

Akio Yamaguchi, presidente da Associação Japonesa de Executivos de Empresas (Keizai Doyukai), afirmou que o debate sobre os detalhes do plano de redução de impostos, incluindo fontes alternativas de receita e cronogramas, ainda é insuficiente.