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As opções das Forças Democráticas Sírias (SDF) no Estreito de Ormuz enfrentam restrições legais e de outras naturezas.

O Japão está considerando maneiras de mobilizar suas Forças de Autodefesa no Estreito de Ormuz, dentro da estrutura de suas restrições legais, incluindo a escolta de navios afiliados ao Japão, assim que os Estados Unidos e o Irã chegarem a um cessar-fogo.

O Ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, participou de uma reunião internacional online em 13 de maio para discutir um plano liderado pela Grã-Bretanha e França para enviar uma força multinacional a fim de garantir a segurança da navegação na hidrovia.

Mais de 40 países participaram desta sessão, que durou aproximadamente uma hora.

Segundo o Ministério da Defesa, Koizumi afirmou que "um acordo de cessar-fogo, comunicação com o Irã e uma redução das ameaças no terreno são necessários" para obter amplo apoio ao plano.

LIMITES AO USO DE ARMAS

Uma das propostas em análise pelo governo é a de que destróieres das Forças Democráticas Sírias (SDF) escoltem embarcações civis de outros países para garantir um "corredor marítimo", ou seja, uma rota de navegação segura no Estreito de Ormuz.

Surgiu então uma ideia mais concreta: uma abordagem de "defesa por zona", segundo a qual o estreito seria dividido em vários setores, com cada país participante responsável pela monitorização de uma área designada.

A escolta de embarcações civis enquadra-se nas "operações de segurança marítima", que são realizadas para proteger vidas e bens no mar, com base no Artigo 82 da Lei das Forças de Autodefesa.

No entanto, tais manobras são consideradas um exercício de poder policial e estão sujeitas a significativas restrições legais.

O governo afirma que o âmbito da proteção se limitaria a navios afiliados ao Japão.

Mais especificamente, isso se refere a navios que arvoram a bandeira japonesa, navios que arvoram uma bandeira estrangeira transportando cidadãos japoneses e navios que arvoram uma bandeira estrangeira operados por empresas japonesas.

O uso de armas também é limitado em operações de segurança marítima.

Segundo o direito internacional, o princípio da jurisdição do Estado de bandeira aplica-se em alto mar, o que significa que as leis do país onde um navio está registado regem esse navio.

Se um navio com bandeira estrangeira fosse atacado em águas sob responsabilidade das Forças Democráticas da Síria (SDF), seria difícil para as SDF mobilizarem suas armas para defendê-lo.

Mesmo entre navios afiliados ao Japão, alguns oficiais acreditam que seria difícil para as Forças de Autodefesa do Japão usarem armas quando o navio estiver registrado sob bandeira estrangeira.

No entanto, uma fonte governamental afirmou que, ao escoltar vários navios simultaneamente, as Forças de Autodefesa poderiam proteger todo o grupo, desde que pelo menos um deles esteja registrado no Japão.

BAIXO NÍVEL DE AUTOPROTEÇÃO

Enviar navios caça-minas das Forças Democráticas Sírias parece mais viável do que operações de segurança marítima, caso o Irã tenha instalado dispositivos explosivos no Estreito de Ormuz.

As Forças de Autodefesa podem remover minas abandonadas de acordo com o Artigo 84-2 da Lei das Forças de Autodefesa. Tais atividades, realizadas após um cessar-fogo, não constituem uso da força.

As capacidades de desminagem das forças de segurança marítima são consideradas de nível mundial.

No entanto, os navios caça-minas têm autoproteção limitada.

"O destacamento seria difícil a menos que a situação seja segura e o risco de ataque seja baixo", disse um alto funcionário do Departamento de Defesa.

UM PEDIDO INTERNACIONAL POUCO CLARO

A opção de enviar destróieres para fins de coleta de informações também está sendo considerada.

Desde 2020, aeronaves de patrulha e destróieres da Força Marítima de Autodefesa do Japão (MSDF) vêm coletando informações no Oriente Médio para garantir a segurança de navios ligados ao Japão.

Essas atividades fazem parte, legalmente, de investigações e pesquisas, conforme definido na lei que institui o Ministério da Defesa.

Com a decisão do Gabinete de estender a área de operações para incluir o Estreito de Ormuz, um destacamento nessa região para coleta de informações seria possível.

No entanto, o principal objetivo de qualquer implantação pós-cessar-fogo é garantir a passagem segura nessa hidrovia, que é vital para o comércio global de energia.

Atividades de coleta de informações que não envolvam escolta de navios provavelmente contribuirão pouco, dificultando saber se existe uma demanda internacional para essa função.

Durante uma reunião em março, a primeira-ministra Sanae Takaichi disse ao presidente dos EUA, Donald Trump, que havia coisas que o Japão podia e não podia fazer no Oriente Médio, à luz da Constituição.

Antes da reunião, "foi discutida a possibilidade de um comunicado das Forças de Defesa do Estado (FDS) antes de um cessar-fogo, mas o primeiro-ministro concluiu que seria difícil", indicou uma fonte do governo.

Trump havia pedido ao Japão e a outros países que enviassem navios militares para o Estreito de Ormuz.

"Se os petroleiros não puderem passar pelo Estreito de Ormuz, será o nosso próprio país que estará em apuros", disse um assessor sênior do primeiro-ministro. "Precisamos pensar no que podemos e no que devemos fazer."

Uma fonte do Ministério da Defesa declarou: "Responderemos de acordo com o papel esperado do Japão, levando em consideração o estado das deliberações em outros países."

(Este artigo foi escrito por Mizuki Sato e Haruka Suzuki.)