Os partidos políticos japoneses fazem promessas chamativas para atrair eleitores.
TÓQUIO – Os partidos governistas e de oposição do Japão estão se esforçando para atrair eleitores com promessas não convencionais e cativantes antes das eleições gerais de domingo – que vão desde a proteção contra ursos até a introdução de um novo “imposto sobre imóveis desocupados” ou um fim de semana prolongado de três dias.
Em seu programa de campanha, o Partido Liberal Democrático, no poder, promete "separar" os habitats humanos e dos ursos, por exemplo, utilizando mais cercas, após um recente aumento no número de avistamentos e ataques de ursos em grande parte do país.
O partido liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi também busca promover o consumo de carne de animais selvagens caçados, como veados e javalis.
As eleições gerais de domingo são as primeiras para a Aliança Reformista, de centro, partido formado pela fusão de duas forças de oposição e que promete ampliar as opções de trabalho, priorizando o bem-estar da população.
Uma das propostas é a promoção de "três dias de folga por semana", juntamente com férias remuneradas e um regime de trabalho denominado "trabalhadores a tempo integral com horário de trabalho reduzido".
Embora o governo tenha promovido reformas nos métodos de trabalho nos últimos anos, a cultura de trabalho do país é conhecida por ser rígida e caracterizada por longas jornadas de trabalho.
O Partido Comunista Japonês também busca reduzir a jornada de trabalho, defendendo "sete horas por dia, 35 horas por semana".
O Partido Democrático Popular concentra-se nas compras especulativas de imóveis feitas por estrangeiros, que são vistas como um fator chave no aumento dos preços dos imóveis em áreas urbanas.
Em seu programa eleitoral, o partido da oposição promete introduzir um "imposto sobre imóveis desocupados" que incida sobre essas aquisições de imóveis no exterior.
O Partido da Inovação do Japão, parceiro de coligação do PLD, pretende dar novo impulso ao seu desejo de proporcionar ao país uma "segunda capital".
O grupo sediado em Osaka planeja elaborar uma legislação que permita que cidades como Osaka, Fukuoka e Sapporo sirvam como alternativas a Tóquio, a fim de combater a concentração excessiva de população e outras funções na capital japonesa.
O acordo de coligação alcançado em outubro entre o PLD e o JIP também estipula que o seu objetivo será criar um sistema de apoio que disperse as funções e a força económica de Tóquio.
Entre outras promessas políticas da oposição, o Reiwa Shinsengumi quer tornar as rodovias gratuitas e o Partido Social Democrata promete reorganizar as forças de autodefesa do país, de modo que uma parte delas seja responsável exclusivamente pelo socorro em desastres.
O partido ultraconservador Sanseito prometeu aumentar a taxa de autossuficiência alimentar do país, que era de 38% no ano fiscal de 2024, para 100%. O Partido Conservador do Japão também prometeu reformular a maneira como o Ministério da Educação revisa e aprova os livros didáticos.
A equipe Mirai, que se distanciou de outros partidos que propuseram a redução do imposto sobre o consumo de alimentos em suas promessas eleitorais, está lançando a ideia de reduções no imposto de renda para a educação dos filhos, dependendo do número de filhos.

