Desde 2018, os serviços públicos da região central do Japão vêm publicando relatórios que denunciam a manipulação de dados.

Desde 2018, os serviços públicos da região central do Japão vêm publicando relatórios que denunciam a manipulação de dados.

NAGOYA – A operadora de uma usina nuclear no centro do Japão afirmou nesta terça-feira ter recebido diversos relatos de suposta manipulação de dados de resistência a terremotos desde 2018.

As últimas descobertas da Chubu Electric Power Co. surgem depois de a empresa ter revelado, em janeiro, que dados sísmicos favoráveis ​​sobre movimentos do solo foram selecionados ao estabelecer os padrões de resistência a terremotos para a usina nuclear de Hamaoka, na província de Shizuoka.

Em um relatório submetido à Autoridade Reguladora Nuclear, a empresa afirmou que a manipulação de dados começou no máximo em 2012. Além disso, um painel independente estabelecido pela empresa está atualmente investigando o assunto.

O presidente da Chubu Electric, Kingo Hayashi, declarou em uma coletiva de imprensa em Nagoya que as reformas organizacionais destinadas a evitar a recorrência do incidente seriam "tratadas com determinação inabalável e total comprometimento".

Após tomar conhecimento da alegada manipulação de dados por uma fonte externa em fevereiro do ano passado, o órgão regulador nuclear ordenou à empresa de energia, em janeiro, que apresentasse um relatório sobre o assunto até o final de março. Decidiu também suspender o processo de revisão de segurança para a retomada das operações de dois reatores da usina.

A usina nuclear de Hamaoka foi fechada a pedido do governo do primeiro-ministro Naoto Kan, poucos meses após o desastre na usina nuclear de Fukushima Daiichi, provocado por um terremoto e tsunami de grandes proporções em março de 2011.

A Chubu Electric solicitou uma revisão de segurança das unidades nº 3 e 4 da usina nuclear de Hamaoka como parte do reforço das regulamentações nucleares após Fukushima em 2014 e 2015.