A operadora do aplicativo X recusa o pedido do governo japonês para estender o período de retenção de dados.
TÓQUIO – A operadora da plataforma de mídia social X rejeitou um pedido do governo japonês para estender o período de retenção de dados de seus registros de comunicação, como parte das medidas para combater a difamação online e publicações abusivas, disseram fontes familiarizadas com o assunto nesta terça-feira.
Acredita-se que a X Corp. tenha se recusado a atender à solicitação do Departamento do Interior e das Comunicações devido ao aumento dos custos associados à extensão do período de retenção além de seus padrões internos, que seriam de aproximadamente um a dois meses.
Alguns temem que a recusa da empresa possa dificultar os esforços para identificar usuários que publicam mensagens abusivas. Embora o pedido não seja juridicamente vinculativo, a recusa também pode levar o governo a discutir a necessidade de tornar obrigatória a retenção de dados, segundo analistas.
Em uma revisão das diretrizes para operadoras de telecomunicações no ano passado, o ministério observou que era aconselhável reter informações do usuário, como registros de conexão de plataformas de mídia social, por pelo menos três a seis meses. Também garantiu que as diretrizes fossem comunicadas claramente por meio de grupos do setor.
No final do mês passado, o ministério realizou uma reunião com as partes interessadas para confirmar o status da retenção de dados. Segundo fontes, representantes da empresa X estavam presentes e explicaram que seria difícil atender à solicitação.
A empresa não respondeu ao pedido de comentário da Kyodo News.
Entretanto, outros grandes provedores de serviços de telefonia móvel e redes sociais, incluindo as gigantes de tecnologia americanas Google LLC e Meta Platforms Inc., têm períodos de retenção de dados de pelo menos três meses, e alguns estenderam esse período para atender à solicitação do departamento.
Como os registros de comunicação são considerados dados confidenciais, sua retenção a longo prazo não é recomendada devido ao risco de vazamentos. No entanto, o ministério afirma que eles devem ser mantidos pelo período mínimo necessário, pois contêm informações vitais para investigações e assistência às vítimas.

