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SAPPORO – Um tribunal japonês condenou uma mulher de 22 anos a nove anos de prisão na sexta-feira (20) por deixar sua filha de 2 anos de idade morrer de fome no ano passado na província de Hokkaido.

O Tribunal de Sapporo considerou que Rina Ikeda não deu à sua filha Kotori, que foi agredida e ferida pelo namorado, acesso a tratamento médico ou alimentação suficiente entre o final de maio e o início de junho do ano passado, levando a menina à morte.

O juiz Toshikazu Ishida criticou o ato da ré como “extremamente irresponsável e malicioso”, pois ela saiu por horas e deixou sua filha sozinha sem alimentá-la.

O namorado, Kazuya Fujiwara, 26, foi sentenciado no mês passado pelo mesmo tribunal a 13 anos de prisão por abuso infantil, mas apelou da decisão.

Os promotores haviam buscado um mandato de 14 anos para Ikeda. Mas sua equipe de defesa disse que Kotori morreu porque ela engasgou com seu próprio vômito, ao invés de estar morrendo de fome e que a filha não precisava de proteção, já que conseguia andar e comer sozinha horas antes de morrer, segundo seu advogado.

Mas o tribunal rejeitou a reclamação com base na opinião de um médico que conduziu a autópsia.

Kotori pesava apenas 6 quilos, metade do peso médio de uma menina de sua idade, disse o médico em depoimento.

O incidente veio à tona em um momento em que o governo japonês estava intensificando os esforços para proteger as crianças de abusos por parte de seus pais após uma série de casos importantes que foram relatados.

A lei revisada entrou em vigor em abril proibindo os pais e outros responsáveis ​​de punir fisicamente as crianças e fortalecendo a capacidade dos centros de bem-estar infantil de intervir em casos de suspeita de abuso.

Fonte: Kyodo

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