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Cerca de metade das pequenas e médias empresas do Japão são contra a proposta de aumento da idade máxima de trabalho para acima dos 65 anos, segundo pesquisa da Câmara de Comércio e Indústria do Japão.

O levantamento realizado entre outubro e dezembro de 2018 em todo o país entrevistou 2,8 mil empresas.

O governo japonês estuda mudar a lei que regulamenta a idade máxima de trabalho nas empresas, que atualmente é de 65 anos.

A proposta é subir a idade para até 70 anos, como forma de incentivar os idosos a continuarem no mercado de trabalho e garantir mão-de-obra.

Os resultados mostram que mesmo as empresas que atualmente empregam funcionários acima dos 65 anos, opõem-se a proposta do governo de forçar, por lei, o trabalho até os 70 anos. Um total de 29,7% das empresas nessa situação são contra a proposta.

Já um percentual de 20,8% das empresas consideram difícil manter empregadas pessoas acima dos 65 anos. Os dois resultados combinados mostram que mais da metade das pequenas e médias companhias não concordam com o governo.

A Câmara de Comércio e Indústria do Japão acredita que a oposição das pequenas e médias empresas se deve ao plano do governo de padronizar a idade da aposentadoria, o que não seria o ideal, uma vez que nem todas as pessoas acima dos 65 anos têm a mesma disposição física.

Elas defendem a política de empregar idosos, mas querem maior flexibilidade para decidir por conta própria a idade máxima de emprego de cada funcionário.

As empresas defendem que se a idade for padronizada acontecerão casos de trabalhadores com problemas de saúde sendo cortados por dificuldades de continuar trabalhando.

Fonte: NHK WEB NEWS

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